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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Meio Século De Transformações no Futebol

Depois de 5 títulos em 5 décadas, o que se vê no futebol brasileiro é uma supervalorização que desvaloriza o País

por Maurício Batista Destri

No ultimo domingo (30), comemorou-se os 50 anos da primeira conquista brasileira em copas do mundo. Pelé tinha apenas 17 anos, marcou 6 gols, já era titular absoluto e começava-se a perceber que Edson Arantes do Nascimento não seria qualquer um. O time de 58, seguido pelo de 62, serviu de consagração tanto para Pelé quanto para o próprio time brasileiro, que, tendo perdido a Jules Rimet para o Uruguai, que diante de 200 mil pessoas no maracanã, conquistou seu segundo titulo mundial, e provavelmente, o ultimo.

Jogando com Gilmar, Garrincha, Pepe, Pelé e companhia, a seleção de 58 realmente era a seleção Do Brasil, isto é, os melhores jogadores dos times brasileiros reunidos: Djalma Santos, da Portuguesa; o capitão Bellini, do Vasco; Didi e Nilton Santos, do Botafogo, Feola, São Paulo. Até o Bangu cedeu um jogador, o zagueiro Zózimo. Hoje o que vemos é absolutamente o oposto. Contamos nos dedos os jogadores que vestem a camisa de um clube brasileiro. Vamos pegar, por exemplo, a ultima convocação para uma copa do mundo. Os únicos 3 jogadores que atuavam no Brasil convocados por Carlos Alberto Parreira para disputar a copa de 2006 foram Rogério Ceni e Mineiro (São Paulo), e o meia Ricardinho, que atuava pelo Corinthians.


Será que isto ocorre devido a uma hiper-valorização do jogador brasileiro no exterior? Ou será que nossa economia é tão fraca a ponto de não conseguirmos sequer discutir valores com um time europeu? Recentemente, Felipão foi contratado para treinar o time do Chelsea, de Londres. Lá, o técnico gaúcho receberá 21 milhões de reais por ano, pouco menos de 2 milhões por mês. Como manter um técnico deste no Brasil? O maior salário de um treinador atualmente no Brasil é de R$ 500 mil, valor pago pela Traffic a Vanderlei Luxemburgo. Mesmo para os padrões brasileiros, esta quantia é muito alta, já que como o técnico mais valorizado no mercado brasileiro, Vanderlei exige que lhe paguem o mesmo valor que um clube europeu pagaria. Será que há solução para o êxodo de craques do Brasil? E craque, aqui, não significa só bom de bola com os pés, pois temos vários exemplos de brasileiros indo para o exterior integrar a diretoria ou comissão técnica de diversos clubes, como é o caso de Leonardo - que hoje atua como dirigente do Milan - ou mesmo do recém contratado Carlos Pracidelli, ex-preparador de goleiros do Palmeiras que agora integrará a comissão técnica do Chelsea.


Como bem disse o PVC, a única solução possível para tal fenômeno é que a economia brasileira se equipare a dos países europeus para que possamos pagar a nossos craques cifras equivalentes ao que ganhariam lá fora. Mas como competir com um magnata russo que, após as privatizações que ocorreram com o fim da União Soviética, tornou-se bilionário e injeta milhões de libras no clube que comprou para lavar todo o dinheiro ilegal? Algo que efetivamente ajuda um jogador a não desistir do Brasil como lugar de trabalho é o clube possuir uma infra-estrutura que possa competir com times estrangeiros. Um bom CT, um ótimo centro de recuperação para atletas, um excelente estádio e salários em dia são coisas que fazem o atleta pensar duas vezes antes de se mudar para um país desconhecido. A melhoria da estrutura dos clubes, talvez sirva de alento para os que desejam ver na seleção brasileira mais jogadores nacionais e menos atletas que até o português esqueceram.

CHICqueirão

Na segunda feira, o Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou a reforma do Palestra Itália, que atualmente abriga humildes 32 mil pessoas, em uma moderníssima arena com capacidade para 45 mil espectadores, com os recursos da investidora WTorre, que promete transformar o Parque Antarctica no estádio mais moderno do país. Coisa de primeiro mundo.

Linha Dura

A NBA contratou um general do exército para chefiar a comissão de arbitragem. Ronald L. Johnson foi nomeado após o escândalo envolvendo o ex-arbitro Tim Donaghy, que manipulava resultados para elevar a audiência das partidas. Se alguém se envolver em fraude, manda pro Iraque!

Pa e Bola

Ronaldo Desempregado? Ibson no São Paulo? Ronaldinho no Chelsea? Duelo de Williams de novo em Wimbledon? Honda e Senna juntos novamente? Robinho + 50 milhões de euros por Cristiano Ronaldo? E a paradinha, pode? 100ª visita no blog?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

RESGATE...

É isso que pretendem os doze convocados para a seleção de basquete dos Estados Unidos.

Kobe Bryant (Los Angeles Lakers)
LeBron James (Cleveland Cavaliers)
Dwyane Wade (Miami Heat)
Carmelo Anthony (Denver Nuggets)
Jason Kidd (Dallas Mavericks)
Tayshaun Prince (Detroit Pistons)
Carlos Boozer (Utah Jazz)
Chris Bosh (Toronto Raptors)
Dwight Howard (Orlando Magic)
Chris Paul (New Orleans Hornets)
Michael Redd (Milwaukee Bucks)
Deron Williams (Utah Jazz)

Divulgada essa semana, a convocação, não conta com nenhum jogador campeão pelos Boston Celtics. Porém, vai com um time muito forte. Entre eles está o MVP (jogador mais valioso) da última temporada, Kobe Bryant.

Esses doze jogadores têm a missão de devolver ao basquete americano o respeito perdido nos últimos tempos. Desde o inesquecível DREAM TEAM de Barcelona nas Olimpíadas de 1992, que contava com nada menos que Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, a seleção americana não demonstrou mais poder sobre seus adversários.

Em Atenas 2002 os americanos perderam mais vezes do que em toda a historia das olimpíadas. Traduzindo em números, em 2002 foram três derrotas , até 2002 eram apenas 2 e 109 vitórias. Dos jogadores que participaram daqueles jogos estão no elenco de Pequim Dwyane Wade, Carmelo Anthony e LeBron James. Na época esses jogadores ainda eram recém chegados na NBA e grandes promessas, agora já são destaques na liga e líderes nas suas equipes.

A equipe conquistou a vaga para os jogos na China, vencendo os sete jogos que disputou, no torneio classificatórios realizado em Las Vegas.

O técnico Mike Krzyzewski ,que comanda o programa de basquete da Universidade de Duke, disse, “ já somos um time, temos continuidade, o que não tivemos no passado, e temos um relacionamento também.” Isso mostra que o interesse dos americanos cresceu, mas não garante o título, o qual não conquistam desde Sydney 2000.

Talento esse time tem de sobra e já aprenderam quatro anos atrás que só isso não basta. O planejamento foi feito com antecedência e a vontade de recuperar a hegemonia está grande. Com certeza o torneio vai ter grandes jogos e dessa vez todos as seleções entram com interesse de ganhar e não haverá mais aquele grupo de jogadores vivendo da história de outros.