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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

COLUNA DO GUILHERME


O Palmeiras venceu ontem por 1 a 0 o Sport Áncash sob muita chuva no Palestra Itália. E a água acabou sendo o único adversário do time brasileiro em campo — mesmo com um a menos o alvi-verde dominou o segundo tempo, só não teve mais chances de gol por causa do gramado encharcado. Roque Junior também fez sua estréia, que foi bastante tranquila, em parte graças à fragilidado do ataque do rival — que acabou dando trabalho no final, quando o goleiro Bruno quase entregou o ouro após uma cobrança de falta.

Agora a equipe de Luxemburgo pega o Argentinos Juniors nas quartas, e provavelmente passa se o técnico não for obrigado a dar prioridade máxima para o Brasileirão. O time faz apenas físico hoje a tarde e segue para o hotel, onde ficará em concentração para o jogo contra o Atlético-MG no sábado.

E falando em Campeonato Brasileiro, o globoesporte.com colocou no ar novamente o simulador de resultados. Com ele é possível arriscar palpites para as próximas partidas que fecham a temporada nacional, e ver o que acontece com o seu time do coração. Para quem tem tempo, ou ao menos bastante curiosidade, vale a pena conferir.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CORINTHIANS VENCE EM CASA

De novo, e está mais próximo da Série A.

Coluna do Guilherme

O Timão passou por um Bragantino acuado ontem, no Pacaembu. Sem um futebol brilhante, mas eficiente. Com o Braga jogando de laranja e disposto a se defender, o Corinthians usou bem a posse de bola e fechou a conta em 2 a 0, num placar "que poderia ter sido mais elástico", segundo o meia Douglas, que fez uma bela partida.

Com a vitória o time paulista chega a 61 pontos
na tabela, 13 pontos a frente do segundo colocado, o Vila Nova. O resultado agradou muito ao técnico Mano Menezes, que foi só elogios, à atuação da equipe, após o jogo.

Cristian fez uma boa estréia, e acredita que pode render mais. Felipe está há oito jogos sem sofrer gols no Pacaembu. O clube está faturando bem com os novos projetos de marketing. E os jogadores até imaginam que será dificíl perder nas próximas 11 rodadas. O clima é o melhor possível no Corinthians, faltava só estar no lugar certo para estar tudo perfeito.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

COMEÇOU A LIGA DOS CAMPEÕES


Coluna do Guilherme

E os favoritos venceram — ou quase isso. Considero como favoritos ao título times como Chelsea, Liverpool, R. Madrid, Barcelona (a despeito da má fase), Internazionale (a despeito da falta de tradição) e Manchester United (a despeito do empate, muito, muito mesmo a despeito do empate).

É verdade, o time de C. Ronaldo, Rooney, Tevez e cia. empatou, em casa, com o Villareal da espanha. Mas os Reds não ficaram no zero a zero por falta de tentativa, Tevez articulou muito no ataque junto de Rooney e Nani, principalmente no segundo tempo. Na segunda etapa onde também entrou em campo o português mais famoso da Inglaterra, que apesar de algumas chances desperdiçadas, deu uma ótima movimentada no jogo, abrindo espaços pelas pontas, driblando e chamando a marcação. O time inglês sofreu um pouco no contra-ataque, e quase tomou um gol numa bela jogada do Villa, que terminou numa linda conclusão de calcanhar do argentino Guille Franco que bateu na trave.

Mas não é o caso falar dessa ou de outra partida, vou destacar quem de cada grupo eu acho que passa para as oitavas.

Grupo A - Chelsea e Roma são os favoritos com toda a certeza, mesmo eu achando que a Roma não tem chances ao título (quem se lembra do vexame diante do Manchester na última Liga, nas quartas de final?!), o time também demonstrou fraqueza ao perder para o Cluj da Romênia.

Grupo B - Inter e Werder passam, e apesar de gostar muito do elenco da Inter e achar que o time pode ser campeão, não aposto no time (que venceu com gol do Adriano)

Grupo C - Nesse grupo eu apostaria no Barça e Sporting (também acho que o Barça não vence, apesar da minha imensa simpatia com o time que venceu o principal adversário na primeira rodada).

Grupo D - Liverpool e Atlético de Madrid, com chances para o PSV, que tomou uma sova na primeira rodada ante o time espanhol, na Holanda.

Grupo E - Manchester e Villareal, o Celtic não tem forças para se classificar, mesmo tendo um time relativamente interessante. A classificação de ambos os times ficou mais fácil com o empate duplo nas partidas da rodada.

Grupo F - Esse é o grupo mais disputado, apesar de não sair daí o campeão (salvo um engano tremendo da minha parte). Mesmo simpatizando com o Lyon do Juninho e do Fred (da foto) que empatou, imagino que o time não passa. Bayern de Munique e Fiorentina vão em frente (para provavelmente parar, no máximo, nas quartas).

Grupo G - Até o jogo entre Porto e Fenerbahçe eu ficaria com os turcos e com o Arsenal (ambos me decepcionaram, mesmo não esperando muito deles). Agora fico com Porto e Arsenal.

Grupo H - Passam Real e Juventus, mesmo eu simpatizando demais com o futebol que o Zenite apresentou na última Copa da UEFA (deixando claro que repudio as atitudes racistas da torcida russa do time).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ZERO A ZERO



Coluna do Guilherme

A partida entre Brasil e Bolívia terminou sem gols nessa quarta-feira. A seleção provavelmente entrou em campo hoje tencionando repetir a atuação elogiavel do domingo passado. Acabou não sendo assim.

A verdade é que de tudo um pouco, faltou muito. Principalmente o futebol. Ronaldinho, Robinho e Luis Fabiano erraram passes; Diego correu mas não conseguiu efetividade em jogadas individuais. Faltou movimentação, criatividade, finalização, etc... etc...

Dunga e seus 11 selecionados foram vaiados. A (pouca) torcida despediu-se do treinador. E de seleção brasileira mesmo só se viram jogadores em camisas amarelas, mas sem a responsabilidade que pesa em cada uma dessas camisas. E é um fato que no futebol não é impossível, ou inaceitável, que o Brasil empate com a Bolívia, mesmo o jogo sendo em casa. Isso, é claro, se os bolivianos, por acaso, acordassem no dia deles (o que não deve ter sido o caso). Poderia também ser o caso, por acaso, se os brasileiros acordassem num dia ruim (mas todos eles?!).

Mas o que acontece é que o Brasil (sexto no ranking da FIFA) empatou, no Engenhão, (no Rio) com a Bolívia (décimo colocado na tabela das Eliminatórias), e só faltou mesmo o Evo Morales em campo para a festa de verde estar completa.

Não que o resultado tenha eliminado o Brasil da Copa do Mundo, nem que o técnico vá cair agora. É que é apenas triste ver a seleção, não só a de Dunga, mas a nossa seleção jogar um futebol tão inexpressivo e lamentável. Lamentável.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

SÃO PAULO SEM A VELHA EFICIÊNCIA


Coluna do Guilherme

Consegui chegar em casa hoje a tempo de assistir os últimos 25 minutos do jogo entre São Paulo e Atlético-MG e uma pergunta ficou na cabeça: "Onde foi parar o campeão brasileiro?"

O tricolor paulista vencia o jogo, mas de maneira alguma conseguia se impor — claro que isso já seria algo difícil, em se tratando de o jogo ser fora de casa. Porém faltava ao time um dinamismo e um volume de jogo que eram características do ano passado. O São Paulo não mantinha a posse de bola no meio de campo, não possuía alternativas para sair jogando. Hugo (jogador que já elogiei muitas vezes) não concluía uma jogada, Jorge Wagner tentava, mas sem resultado e Richarlyson falhava muito na cobertura.

Fiquei pensando o que aconteceu com o time, tão elogiado na última temporada por sua excelente capacidade de reposição e elenco farto. É estranho pensar que, de fato, os são paulinos (bicampeões brasileiros) agora começam a sentir falta de jogadores como Souza e Leandro — que, apesar de serem jogadores de um desempenho bom para ótimo, nunca foram craques insubstituíveis. (Penso hoje até que Lenílson, ex-tricolor que hoje joga no Galo, poderia ser uma opção para saída no meio campo, uma alteração que poderia ser feita com o mau desempenho dos meio-campistas).

Mas o fato é que as contratações desse ano (leia-se Joílson e Éder Luís) não surtiram efeito. Então cabe uma crítica à diretoria (que está longe de ser incompetente), por não ter agido diante da falta de rendimento dos jogadores contratados. O São Paulo está longe de ser um time endividado ou com pouco dinheiro em caixa, visto que nos últimos três anos o clube venceu uma Libertadores, um Mundial e dois Brasileiros. Então resta perguntar por que não foi identificada a deficiência do time no meio-campo? E, caso tenha sido identificada, por que não foram tomadas as medidas necessárias para solucionar o problema?

Fica claro que tudo isso agora prejudica o time paulista, que entrou na disputa do campeonato como aspirante ao título e agora briga para voltar a ficar entre os quatro primeiros (após o empate com o Atlético, o time caiu para a sexta colocação). Tal empate que o São Paulo não cedeu, mas que aconteceu pelo fato de o time não ter buscado uma vantagem maior na partida e nem cadenciado o jogo com eficiência.

Outros Resultados:

Santos 2 X 0 Vitória

Figueirense 2 X 3 Flamengo

Goiás 4 X 0 Atlético-PR


Jogos de Hoje:

Palmeiras X Sport


Vasco X Cruzeiro


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MASSA, O MAIS RÁPIDO NOS TESTES EM MONZA



Coluna do Guilherme

Isso, isso mesmo, estou falando de Fórmula 1 — se não me engano é o primeiro post inteiramente sobre o assunto (o Murilo já deve ter comentado anteriormente).

Mas o fato é que de repente me recordei (as Olimpíadas fazem a gente esquecer de certas coisas) que o esporte a motor mais nobre ainda existe, e que a competição está a pleno vapor. E o brasileiro Felipe Massa está na disputa pelo titulo do campeonato.
Particularmente não sou o maior fã do Massa, e talvez isso seja injusto, pois simplesmente sinto que não gosto muito dele por ele ser pouco carismático. Porém isso não tem nada a ver com o talento que ele tem. E talento ele tem, caso contrário ele não estaria em segundo lugar no ranking de pilotos, seis pontos atrás do inglês Lewis Hamilton (que, particularmente, eu admiro muito).
Para mim é inegável que o líder do Mundial de Pilotos também é o mais talentoso, mas isso não tira o mérito da competência do piloto brasileiro (que evolui notavelmente nas últimas duas temporadas). Hamilton é um tremendo piloto, fora de série, mas comete erros por sua inexperiência — o que não será mais desculpa para o caso de outra "entrega" de campeonato para a Ferrari. Faltando seis corridas para a decisão do Mundial, acredito que a disputa será acirrada.
Massa venceu o último GP, o da Europa (em Valência), e agora entra com força em Monza (onde foi o mais rápido nos primeiros testes). A Ferrari tem um carro confiável, por isso está em primeiro no Mundial de Construtores, (121 pontos) apesar de alguns problemas que ocorreram durante a temporada. A McLaren-Mercedes, que está em segundo (113 pontos), na minha opinião, tem um carro mais "seguro", apesar de não ser mais veloz. Acredito que Massa tem boas chances de vencer e entrar com tudo na disputa pelo título nas últimas cinco corridas; isso seria realmente muito bom. O dois possíveis campeões desse ano já venceram quatro corridas cada um, e está na hora do desempate, o negócio é torcer pelo Brasil. E quem errar menos, leva.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Coluna do Guilherme

Bom, pessoal, pra começar a sessão de colunas diárias (que esperamos que dêem certo).

Como é quinta e o futebol está em alta, é claro que não tem como não comentar a respeito. E se é pra falar de futebol, vamos falar de Futebol.
Pelo menos um pouco...

Assisti ao jogo entre São Paulo e Figueirense — ou melhor, Figueirense e São Paulo, por uma questão de mando de campo. O fato é que foi um bom jogo, aliás, em comparação com o nível das partidas que eu venho assistindo (dentro do país), foi um ótimo jogo. Pegado e de muita correria. Mas, honestamente, o bom futebol de verdade ficou um pouco de lado.
O São Paulo jogou melhor e só não saiu com os três pontos pela grande quantidade de gols desperdiçados. Dagoberto foi o craque nesse quesito — apesar de todos os méritos da zaga do Figueira — já que deixou passar algumas chances bem claras quase dentro da pequena área. Faltou também um pouco de sorte para o atacante são-paulino. Foi Hugo, ele mesmo que está jogando muita bola, que arrancou um pontinho para os visitantes num belo chute.
O time do Figueirense, apesar de jogar em casa, deve ficar satisfeito com o
ponto computado, pois, convenhamos, segurar o São Paulo não é moleza. Mesmo que a equipe paulista ainda não tenha apresentado 100% do futebol que seu elenco pode desempenhar.

Outro jogo que chamou a atenção foi o da virada da Lusa sobre o vice da Libertadores, o Fluminense. Três a um no Canindé, passagem para fora da zona do rebaixamento e uma péssima notícia para o Flu.

De resto, o Santos venceu o Inter na Vila (ufa!), o que é quase uma zebra, dadas as circunstâncias. O Palmeiras fez a lição de casa contra o Flamengo (1 a 0). O Cruzeiro bateu o Náutico (4 a 2). O Botafogo passou pelo Goiás (2 a 0), o time goiano é o primeiro na zona do rebaixamento. E o Vitória (vice do campeonato!) ganhou do Atlético-PR com gol no finalzinho (2 a 1, que faze do Furacão...).

Aliás, que rodada caseira, hein!
E o Brasileirão continua.
Logo, logo as Olimpíadas estão ai.
E é (só) isso!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

BRASILEIRA DE 17 ANOS CONQUISTA VAGA PARA PEQUIM

Velocista surpreende conseguindo o índice B nos 100m rasos e carimbando o passaporte para a China

Por Guilherme Amorim de Souza

Rosângela Cristina de Oliveira obteve a marca de 11s52 na prova do segundo dia do Troféu Brasil de Atletismo, nesta sexta-feira. Com a vitória ela, que tem apenas 17 anos, ficou com índice B, estipulado pela Confederação Brasileira de Atletismo para a vaga olímpica.
Para tanto, Rosângela teve que passar por Lucimar Aparecida de Moura (índice A na prova). A atleta reagiu emocionadamente com a consagração, e disse não acreditar que ganharia, mesmo sabendo que tinha capacidade.
No mesmo dia, Vicente Lenílson também saiu vitorioso com 10s26 (seu segundo índice B). E o atleta agora está embalado para as Olímpiadas, deixando claro que a prioridade é o revezamento — cuja equipe é formada por ele, José Carlos Moreira, Bruno Tenório de Barros e Sandro Rodrigues Viana, os três que também participaram da prova dos 100m rasos masculino.
Com o final do Troféu Brasil, a nova atleta olímpica e a mais rápida do país, Rosângela, viajará para a Polônia para a disputa do Mundial Juvenil, e depois para Macau, onde terá de fazer a aclimatação para Pequim. É amigo, o ar da China não é fácil de encarar...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O que "quase" quer dizer no futebol?

Por Guilherme Amorim de Souza

Isso é relativo, talvez até muito relativo, mas depois do jogo de ontem, não consigo parar de pensar sobre o assunto.


Refiro-me, claro, ao jogo entre Alemanha (3) e Turquia (2) pela Eurocopa 2008. Simples, porque não consigo entender certas coisas no futebol — ninguém consegue.

O jogo foi surpreendente desde o começo, não de um jeito impossivelmente surpreendente, mas apenas o suficiente para ser delicioso de assistir. Primeiro pelo espírito que possuem aqueles turcos, um espírito que o futebol gosta, até ama de vez em quando, mas às vezes acaba esquecendo-se dele. Foi o caso de ontem.


Não que a Alemanha merecesse ficar pelo caminho. Mas fato é: com certeza, os turcos não mereciam. Não simplesmente por tudo que fizeram até ali, mas pelo que fizeram por estarem ali. Mesmo que qualquer pessoa com a sanidade em ordem, ao ver, no canto alto da tela, que o jogo era de alemães contra turcos, facilmente poderia pensar que seria um "passeio" da Alemanha em campo. Isso valeria (vale) para qualquer pessoa com a sanidade em ordem que não conhecesse aqueles turcos. O time que entrou, de vermelho, em campo ontem não era qualquer time, era um time que mostrou para a Europa, e para o resto do mundo, o que significa acreditar de verdade.
O time turco não tem grandes jogadores, mas cada "pequeno" jogador que veste aquela camisa compensa tudo com coração. Um coração que poucas vezes caminha lado a lado com uma grande habilidade — ao menos não por muito tempo.
A Turquia jogar de igual para igual com a Alemanha não é uma coisa que se vê todo dia. Ver a Turquia jogar de igual para igual com a Alemanha, numa semi-final de Eurocopa com 10 jogadores a menos no elenco, é do tipo de coisa que só acontece uma vez na vida. E aconteceu.
E talvez as coisas corressem de forma diferente caso a Turquia estivesse sem nenhum desfalque. Se a Turquia houvesse se classificado de uma forma mais fácil, menos vibrante, menos impossível, talvez as coisas fossem completamente diferentes; talvez a Alemanha aplicasse a goleada que se imaginou.
Mas a Turquia tinha os seus 10 desfalques, tinha vindo de um jogo duro com a Croácia onde a coisa só se resolveu nos pênaltis e tinha também a alma de um time que simplesmente lutava por e para continuar lutando. Não que a Turquia não almejasse o primeiro lugar na competição, mas é que o momento sempre pareceu ser o mais importante aos olhos dos homens de vermelho. E isso simplesmente talvez porque houvesse sempre a possibilidade, por mais remota que fosse, de ir além. É fácil, pensando dessa forma, imaginar que aquele time poderia facilmente entrar em campo com o número mínimo (sete) de jogadores, e jogar um bom jogo, de cabeça erguida, e com a bola no pé. Ficou claro que a seleção turca fez o que pode na Euro, mas também fica o que aconteceria se o "quase" não se interpelasse à trajetória desse time. Quem sabe o que aconteceria?
Eu respondo: "Em se tratando da Turquia, qualquer coisa poderia acontecer!"
Mas então, como esse "quase" vai ecoar nos pensamentos das pessoas que se lembrarem desse jogo em alguém dia no futuro?
Provavelmente — principalmente se a Alemanha levantar a taça no final e não houver outro "quase" interferindo — o "quase" milagre turco há de sobreviver em frases como: "Lembra da Alemanha em 2008, que time. Lembra de como foi o jogo contra a Turquia na semi? Ah, que jogo!". Ao menos é isso que eu espero, e o mínimo que aqueles homens que defenderam a bandeira turca merecem pelo coração que traziam consigo durante tudo o que fizeram na Eurocopa. Mas os anos e os "não-quase" tão dignos ao futebol provavelmente tornarão a ode turca numa espécie de memória incompleta, daquelas que flutua na superfície do pensamento, mas que nunca chega a se concretizar. Então é possível que toda a luta dos turcos para fazer o que fizeram — e que infelizmente não puderam concretizar — acabe desaparecendo dos grandes comentários futuros sobre o que foi a Copa de 2008.

Parando para pensar, é possível que encontremos muitos outros "quases" dentro do mesmo torneiro que foi a Eurocopa; é disso que vivem os mata-matas. Essencialmente pela coisa mais bela que compõe as Copas de toda a dramaticidade que costumam ostentar. Houve o "quase" da Suécia, o da Holanda, o da Itália (apesar de esse não merecer ser lembrado), o de Portugal (ah, melhor sorte ao Felipão no Chelsea, ele merece), e alguns outros que não se fizeram tão notáveis.
Pois no fundo e na verdade o futebol se embebe desses milagres e dessas tragédias, os sucessos e insucessos trocam de lugar tantas vezes numa mesma partida e num mesmo tempo que é difícil não ser austero ao julgá-los com o passar dos anos. É aí que reside boa parte de sua mítica fulgurante dentre todos os esportes. Por isso a Alemanha merece os parabéns, pois venceu, e isso, mesmo às vezes podendo deixar de ser o maior mérito, acaba sendo o que conta nas histórias que o futebol nos narra com tanto prumo. A Alemanha venceu e mereceu a vitória, pois no fundo e na verdade o futebol concede suas bênçãos àqueles que fazem o necessário no seu tempo, e foi o que todo o coração turco não foi capaz de fazer: vencer dentro do tempo da partida.
A Turquia, mesmo derrotada merece os aplausos de todo boleiro que se preze. Merecem pelo simples fato de que tiveram o coração de lutar seus jogos impossíveis e de vencer até quando o tempo os deixou.

Parabéns ao feito heróico — não de todo milagroso — dos turcos em sua caminhada na Eurocopa de 2008. Eles merecem.


quarta-feira, 25 de junho de 2008

É amigo, se não for dessa vez...



Bom, deixa eu me apresentar primeiro antes de sair falando mal de todo mundo por ai.
Sou o Guilherme Amorim, ou só Guilherme — pelo menos por enquanto; depois que o outro Guilherme começar a colaborar a coisa provavelmente vai se reduzir só pra gui mesmo, ou até guizinho, mas isso a gente releva.
Mas ai, tudo bem, vamos ao que interessa:

(bem, mais ou menos)

Eu falo, é claro, do TRICOLOR. É, ele mesmo o tricolor, das laranjeiras...
Isso, o Fluminense mesmo que, por acaso, joga a amanhã no jogo de ida da final da Taça Libertadores da América. Joga contra a LDU, numa final que poderia, para algum desavisado, ser muito mais "normal" caso fosse a final da Sul-americana, mas isso a gente também releva.
Fato é que: bom, gente, a final é essa ai e a gente vai assistir de qualquer jeito. Então, por que não comentar um pouco sobre?
Ah, vale lembrar que o Flu está na desagradável posição de lanterna do Brasileirão Série A com apenas dois pontos. Enquanto a LDU é a vice-líder do campeonato que disputa — não que isso valha muito.
Então, mesmo sendo último colocado do Brasileiro, jogando fora, não tendo muita (quase nenhuma) tradição em Libertadores, o Fluminense com toda a certeza é o favorito ao título.
Por quê?
Simples, porque a LDU também não tem nenhuma tradição em finais de Libertadores, ou seja, a tradição não pesa para nenhum dos lados — não pesa mesmo. Sendo o segundo jogo em casa, o Flu empatando, com ou sem gols em Quito (de preferência com), basicamente volta do avião com uma mão na Taça e a outra com o passaporte pra carimbar pro Japão.
(tipo, desculpem qualquer erro sobre Libertadores coisas do outro lado do mundo, não sou lá muito experiente nisso... os caras da Facu me entendem, né?)
Agora, claro, futebol é futebol e vice-versa...
(eu ia usar aquela do clássico, mas, bom, vocês me entendem...)


Como era a história da hora e a vez mesmo?
Não lembro, mas não tem problema, porque é como se fosse isso. É a hora e a vez do Fluminense na Libertadores, ou vai ou racha. Porque, pô, não ganhar da LDU, convenhamos...

Tentando contemporizar um pouco...

Não que eu esteja desmerecendo completamente a Liga Deportiva Universitária, mas é que as coisas praticamente conspiram para o time brasileiro. Vamos aos fatos:

Os goleiros:

Cevallos X Fernando Henrique - O equatoriano é o titular da seleção de seu país, tem alguma experiência em Libertadores (era o titular do Barcelona de Guayaquil em 1998, é, aquele mesmo que perdeu a final para o Vasco no mesmo ano, cara!, essa final também hein...), já tem 37 anos e vem bem no time da LDU. Já o Fernando Henrique é o mesmo cara que não vinha muito bem das pernas com as criticas da torcida do Flu, mas que, depois do que ele fez nos jogos do São Paulo e do Boca, bom, o cara merece a vaga, pois o goleirão está numa excelente fase e caso a inexperiência não pese amanhã, ele tem tudo para fazer outro grande jogo.

Laterais:

Direito: David Guerrón X Gabriel - Outro equatoriano titular da seleção, no caso, o homem é uma bala pela ala direita, corre e dribla muito, é praticamente o puxador de ataque oficial do time, então, cuidado com ele. Enquanto o Gabriel não é tudo isso, mas apóia muito bem, falhando só às vezes em não ir até o fundo e cruzar — pô, com o Washington lá na área, TEM QUE CRUZAR —, geralmente ele puxa pro meio e bate ou arma outro tipo de jogada.

Esquerdo: Ambrossi X Junior Cesar - O homem da ala esquerda da LDU não é tão perigoso quanto o da direita, mas quando faz tabelas rápidas pelo lado do campo cria algum perigo, e, como a LDU joga sempre pelas pontas e na velocidade, ele tem uma importância significativa no ataque. O baixinho Junior Cesar é a velocidade do Fluminense, sempre participando dos contra-ataque rápidos e de jogadas por aquele setor do campo.

Zagueiros:

Rolando Campos X Thiago Silva - O central da LDU é o homem que segura as pontas na defensiva equatoriana, muito bom na antecipação e fecha bem os espaços, a experiência importante ao time. Thiago Silva é o cara que não falha, ao menos na Libertadores tem feito tudo certo, e não só na zaga, ele também sai jogando, arma contra-ataques e ainda tira quase todas de cabeça.

Renán Calle X Luiz Alberto - O primeiro tem problemas de aceleração, quase todos os dribles em velocidade passam ou, se não passam, ficam na falta, o quarto zagueiro da LDU usa mais a força do que qualquer outra coisa, e é muito bom na bola aérea. Também ruim na bola rápida, o zagueiro e capitão do Flu é o homem que mata as jogadas (mas sem problemas, cartão amarelo na Libertadores sai quase de graça), mas em compensação ele fecha muito bem a passagem e corta com facilidade os passes e bolas altas.

Zaga no conjunto:

LDU X Fluminense: A zaga equatoriana é muito boa, mas tem problemas pela saída constante dos alas para o ataque, por isso quando algum jogador ataca nas costas de alguém dos laterais que sobe, é muito mais fácil de armar uma triangulação ou de chegar até a linha de fundo, mas fora isso a defesa é bem sólida (contra-ataque rápido, três a três pode fazer toda a diferença para o Fluminense lá em Quito). A defesa do Flu é forte e compacta, apesar dos corriqueiros rebotes do goleiro que complicam às vezes, mas fora isso, a grande vantagem é a subida da defesa em bloco com o ataque, o faz os zagueiros estarem sempre matando as jogadas na intermediária.

Volantes:

Primeiro: Noberto Araujo X Ygor - Então, já que tudo aqui é "pseudo", o Araujo é o pseudo-volante da LDU, ele está sempre próximo da área, mais como um líbero antes de qualquer outra coisa, mesmo ele sendo muito bom na saída de bola. Outro, mais ou menos pseudo-volante é o Ygor do Flu, já que ele apenas sabe marcar, sair jogando com a bola no pé definitivamente não é com ele, mas sem problema, na marcação a garra é que conta, e ele, tem de sobra.

Segundo: Enrique Vera X Arouca - Essa é até difícil de comentar, quase desnecessário. O Vera é o titular do Paraguai (isso, o mesmo Paraguai que meteu 2 a 0 no Brasil — Cabañas neles!), ótimo no desarme já perto do ataque do próprio time, o que facilita a vida da defesa lá atrás, ele sabe bem jogar como um meia e é bom nas tabelas. O Arouca é mais o — me desculpe — ex-mascote da torcida, e joga mais como outro primeiro volante do que qualquer coisa, não é titular absoluto, mas funciona para liberar o lateral esquerdo do Flu ao ataque...

Meias:

Javier Urrutia X Cícero - O capitão e comandante da LDU, que na verdade é volante, mas que é muito bom na chegada pelo meio, batendo bem de fora da área, outro jogador da seleção equatoriana e fez o que os brasileiros Adriano, Luis Fabiano, Robinho, Diego, Júlio Baptista, entre outros, não conseguiram: marcar um gol na Argentina (e que golaço). Já o Cícero é o famoso faz-tudo, que também é meio volante, mas que chuta bem, cabeceia muito e faz o que precisar em campo — mesmo que nem sempre esteja completamente ligado, já perdeu bolas ali que não se pode perder, gerando contra-ataques letais a favor dos adversários.

Bolaños X Thiago Neves - Os Caras! Bolaños é o meia que ataca dos dois lados, tabela, dribla, chuta, corre e mete gol (quatro até agora), com uma habilidade acima da média. Thiago Neves fez bons jogos contra o Boca, mas não vinha muito bem, dribla e chuta bem, e quanto está inspirado ninguém segura.

Meio-campo em geral:

LDU X Fluminense - O time equatoriano com o meio campo de toque de bola e velocidade, cai principalmente pelos lados com o apoio dos "laterais-alas" do time. O meio-campo do Flu é mais de driblar e passar rápido com a bola (considerando que o Conca sempre puxa a bola da intermediária, jogando como um meia-armador).

Atacantes:

Damián Manso X Conca: O primeiro, como o nome já diz, é meio "manso" mesmo, corre bastante, joga atrás do centroavante e não leva muito perigo, apesar de ter marcado seus gols. Enquanto o Conca é a sensação, está jogando uma barbaridade nos últimos jogos e faz de tudo, corre, dribla e chuta, mas acima de tudo tem a garra Argentina.

Claudio Bieler X Washington - Homem do jogo aéreo e esperança de gols, 24 anos e não é o maior matador, mas é perigoso. Então, o que falar do Washington?!, é complicado, ele sim é o homem-gol da final, cabeceia, chuta com as duas, bate falta, mas teve problemas antes da final, porém já está escalado.

Ataque:

LDU X Fluminense - Ai a vantagem é toda Tricolor, já que os atacantes da LDU não são tudo isso, o perigo mesmo são os laterais; qualquer um faz gols de cruzamentos perfeitos e belas enfiadas de bola.


Técnicos:

Bauza X R. Gaúcho - No fundo mesmo são dois falastrões, sempre com as declarações irônicas e desnecessárias. Renato Gaúcho fez um grande trabalho, mas também tem um bom time nas mãos, mesmo ainda esquecendo-se às vezes que agora é técnico, e não mais o jogador do Grêmio com a faixa na cabeça...

(...)

Agora me diz que depois de Boca e São Paulo a coisa não ficou fácil para o Fluminense?!
Bom, mas de qualquer forma antes tem a semifinal da Eurocopa, jogão de Alemanha e Turquia...