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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

DESCULPA AOS ATLETAS

Esse texto feito pelo professor Ronaldo Pacheco está sendo divulgado pela internet há cerca de um mês e já chegou ás mãos do COB, do ministério dos esportes e até mesmo do presidente Lula.

Prof. MSc. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho Vendo os atletas brasileiros pedindo desculpas pela não obtenção de medalhas e sobre o que se faz pelo esporte no Brasil, resolvi escrever este texto que na minha opinião reflete sobre quem deve desculpas a quem.
Desculpas aos atletas Brasileiro
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos; Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.); Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento); Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum;
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

NOTA DO BLOGUEIRO
Texto incrível que eu assino embaixo por completo. Só acho uma hipocresia o jeito que ela está sendo divulgado na imprensa. Hoje, vi Antero Greco, grande comentarista futebolístico da ESPN BRASIL, elogiando esse texto e pedindo mais apoio ao esporte, criticando dirigentes e todo o blá blá blá tradicional de quem não intende nada de outros esportes a não ser futebol. O comentarista parecia emocionado com o texto ao término do programa, mas amanhã apenas falará de futebol em todos seus comentários, sem divulgar os chamados esportes olímpicos. As televisões deveriam saber o poder que elas tem.
Nos Jogos Olímpicos, vimos o poder que ela tem ao expor de mais nossos atletas favoritos, que acabaram sem o resultado desejado. Imagina se aos poucos o SPORTCENTER, programa apresentado por Antero, desse mais espaço á outros esportes, noticiando a participação dos atletas brasileiros mostrados no video criado pela emissora para dar imagens ao texto de Ronaldo em outras competições. Uma hipocresia, na minha opinião. Pede mais apoio, mas sequer noticia.
Outro que divulgou bastante esse texto foi Juca Kfouri, meu maior ídolo em termos de jornalismo futebolístico. Esta semana entrevistou o autor do texto em seu programa semanal, Juca entrevista, depois de ter divulgado o texto em seu blog no fim dos Jogos Olímpicos. Agora, deveria dar mais espaço em seu blog aos ditos esportes olímpicos ao invés de falar só de futebol. Com a audiência que tem seu blog, poderia levar notícias aos fãs de futebol, para estes terem mais acesso ao esporte olímpico. Queimando minha língua, Juca está dando mais espaço aos esportes olímpicos, principalmente o volei em seu blog, programa da CBN e entrevista na ESPN. Espero que isso continue durante todo o ciclo olímpico, o que eu ainda duvido. Torço para, pois é um jornalista de muita influência mas ainda se "limita"a ser futebolístico e não esportivo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

OS VERDADEIROS CAMPEÕES DAS OLIMPÍADAS

COLUNA DO MURILO



Este blog já é caracterizado pela crítica à mídia e o jeito como os grandes veículos de imprensa exploram os eventos esportivos no mundo. Criticamos, aqui no Toque de Classe, o abandono, por parte da imprensa, aos atletas brasileiros que não ganharam uma medalha olímpica. Afinal, é muito fácil ganhar uma final.


Quantas vezes ouvimos, "Eu não perderia aquele gol", "Eu usaria a tábua melhor", "Eu largaria na frente", etc. Os veículos midiáticos são piores ainda! Quem acompanhou a Maratona Aquática pela Sportv sabe o que estou falando. As brasileiras, Ana Cunha (apenas 16 anos!) e Poliana Okimoto, estavam no bloco da frente e o empolgado narrador já dizia: "Elas vão ganhar, vai dar medalha para o Brasil, vai ser ouro......" só faltou soltar a vinheta. Mal sabia ele da russa, invicta na cometição desde 2005 e com mais de 20 vitórias consecutivas, e das britânicas que lideraram a prova do começo ao fim e terminaram na segunda e terceira colocação.


O problema dessa narração pífia é que os leigos no esporte (maratona aquática, no caso) que estão assistindo em suas casas a competição criaram uma expectativa enorme em cima das atletas que não conseguiram um lugar no pódio, apesar das ótimas quinta e sétima posições.


Na realidade não ia escrever sobre isso, mas me empolguei e relatei um pouco do acontecimento....


O meu foco são os atletas que não têm como se preparar para os Jogos. Darei o exemplo de quatro valentes esportistas que lutaram até o fim nas Olimpiadas e que não são lembrados por nós brasileiros. São eles: Yane Marques (Pentaltlo Moderno), Paulo Carvalho (Boxe), Marily dos Santos (Maratona) e Welisson Silva (Levantamento de Peso).


Contarei uma curiosidade negativa que aconteceu com cada um nessa Olimpíadas.


Yane Marques - a valente brasileira, campeã pan-americana em 2007, não teve como participar da Esgrima com o seu equipamento completo que não chegou na China. A menina teve que usar o tênis do seu técnico (cinco números maior) e mesmo assm teve um bom desempenho. Vale lembrar que a garota foi chamada de amarelona por alguns sites, informação de Guilherme Giorgi. Alguém ouviu um elogio sobre a sua participação nas Olimpíadas?


Paulo Carvalho - o ajudante de servente do ABC paulista chegou as quartas-de-final das Olimpíadas. O atleta ganha 600 reias no seu trabalho em um condomínio de Santo André, mora com sua mulher e filho. Como será a vida desse rapaz de 22 anos daqui para frente? Igual a de antes. APOIO BRASIL, POR FAVOR APOIE O ESPORTE! Alguém ouviu um elogio sobre a sua participação nas Olimpíadas?


Marily dos Santos - a maratonista brasileira, natural de Alagoas, teve probelma com o seu uniforme também. As suas roupas não chegaram! (Que beleza, diria Milton Leite) A alagoana correu com o grande uniforme do seu amigo Frank Caldeira, outro maratonista. Ela terminou a prova em 51º lugar. Alguém ouviu um elogio sobre a sua participação nas Olimpíadas?


Welisson Silva - Primeiramente, o mineiro de Viçosa encerrou um jejum de 12 anos sem particiantes brasileiros no levantamento de peso. Só isso já é um grande ganho. Welisson não conseguiu levantar 162 quilos e a barra caiu sobre seu corpo em uma das tentativas, esta cena foi motivo de chacota por diversos portais brasileiros. Que tal, antes de publicarem essas notícias depreciando o trabalho dos brasileiros, a imprensa fosse mostrar as condições de treino desses atletas. Alguém ouviu um elogio sobre a sua participação nas Olimpíadas?


É gente, a coisa está difícil.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A OLIMPÍADA DÁ LUGAR AO FUTEBOL

COLUNA DO RENATO



Após uma overdose de China, chegou a hora de nos despedirmos dos Jogos Olímpicos e voltarmos a pensar no esporte brasileiro, ou melhor, no futebol. Afinal, quem vai transmitir as lutas de judô ou as provas de natação?
Infelizmente, parece que no nosso país é preciso ser jogador de futebol para se ganhar bem, conseguir patrocínios e ser reconhecido. De que adianta se reclamar do desempenho dos atletas em Pequim, que de fato não foi dos melhores, se quase nada é feito para aponhá-los? Por quê não reclamamos com o COB pelo baixo número de medalhas olímpicas? Porque é muito mais fácil dizer que o erro foi do Diego Hipólito ao escorregar e cair, ou que as meninas do futebol simplesmente tiveram a azar. Pode até ser má sorte mesmo, mas é por não ter uma confederação de futebol eficiente, que organize campeonatos durante o ano e que não deixe as jogadoras desempregadas, e não pelos gols perdidos. É claro que tudo isso influencia no psicológico de um atleta, que tem que ter a preocupação de ganhar uma medalha para depois não ser esquecido. A qustão passa a ser de sobrevivência e não de título mundial, porque se não ganhar, não terá patrocínios. Ah se o brasileiro pudesse ter o apoio que os americanos recebem!
Bom ai seria bem diferente, pois teríamos o esporte levado a sério nas escolas, bolsas em faculdades seriam dadas para atletas, jogos universitários teriam uma dimensão bem maior e a verba destinada ao esporte teria o seu destino correto. Não que aqui não tenha, mas é que o espírito esportivo é tão grande que o dinheiro cria pernas e sai correndo.
O que há de mais irônico em tudo isso é que os jogadores de futebol, que recebem altos salários dos clubes, de patrocinadores e de direito de imagem, são os que menos incorporam o espírito olímpico. Se o Kaká realmente quisesse ser liberado pelo Milan pera a disputa dos jogos olímpicos, ele teria conseguido? Não sei, só sei é que eu não vi grandes esforços. Ronaldinho Gaúcho teria ido a Pequim se estivesse no auge de sua carreira?
Chegou a hora de darmos mais espaço para todos os esportes, afinal o que o futebol brasileiro masculino fez pelo país nas Olimpíadas? Muito menos do que a natação e o atletismo, que trouxeram duas medalhas douradas e que poderão trazer muitas outras, caso recebam pelo menos metade dos incentivos do futebol.
Quero ver na Globo provas de natação, corridas de atletismo e apresentações de ginástica todos os anos e não de quatro em quatro. E convido o torcedor para assistir, já que com bastante visibilidade, mais patrocinadores apoiarão os atletas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sucesso ou fracasso?

Quando os Jogos Olímpicos começaram eu achava que a cabeça dos brasileiros com relação a participação brasileira havia mudado. E mudou. Antes, todas as medalhas eram comemoradas, mas as finais, posições importantes e colocações que superam as expectativas mas não chegavam ao pódio eram esquecidas. Agora, até mesmo as medalhas de prata e bronze são pouco comemoradas e as pessoas só estão se importando com a medalha de ouro.

Pessoas que não acompanham o esporte durante quatro anos voltam todas as expectativas para os Jogos Olímpicos, inclusive a mídia brasileira que põe todas as expectativas em atletas que realmente não estavam cotadas entre os medalhistas, como Jade na ginástica, Jadel no atletismo, Tiago Pereira na natação, Edinanci no judô etc...

Ser campeão no mundial agora virou demérito. Os três medalhistas de ouro no ano passado não conseguiram repetir o feito em Pequim, assim como 12 dos 14 campeões e são criticados como decepções. Poxa, dos 14 campeões mundiais de 2007 apenas dois repetiram o feito com o ouro em Pequim. Apenas quatro países ganharam três medalhas ou mais no judô e nós fomos um deles! E todos criticando os judocas brasileiros. E quem critica é sempre aquele que fica quatro anos sem ver nada sobre o esporte, chega na época das olimpíadas, compra um guia das Olimpíadas e ve as matérias especiais de televisões e vê: Brasil tem três campeões mundiais! Descobre os nomes e se estes não forem ouro são xingados!

Tiago Pereira é quarto colocado numa prova que tem o gigante Michael Phelps, o dono de cinco medalhas olímpicas Ryan Lotche e Lazlo Cseh, que levou quatro medalhas em Pequim. E é criticado por ter sido quarto lugar nesta prova pelo fato de ele ter sido campeão pan-americano seis vezes ano passado. Mais uma vez ter sido campeão vira demérito.

Todos sabiam do problema psicológico que tem Jade Barbosa e a maioria das atletas da equipe de ginástica. Ninguém acompanha elas nestes quatro anos, a não ser nos Jogos Pan-americanos. Nossa atleta cai, chora e é recebida com risadas por todos que mal sabem que ela conseguiu o melhor resultado da história da ginástica, assim como toda a equipe.

Quem critica são exatamente aqueles que ficam sabendo das chances de medalhas pela mídia em geral, que coloca atletas muito bons, mas não os melhores do mundo, entre os cotados para uma medalha. São aqueles que nunca tinham ouvido falar de Márcio e Fábio Luiz, mas que o criticam pela derrota no tie breake de uma final olímpica, sem saber que quem era favorita era a dupla adversária, número 1 do mundo.

Se alguém merece crítica nessa delegação não são os medalhistas que deixaram o ouro escapar e sim atletas como os do futebol e do hipismo que são milionários, treinam fora e tem todo o apoio que podem. Por que Rodrigo Pessoa, que mal fala português, nasceu na França, quase desistiu de vir para o Brasil disputar os Jogos Pan-americanos e tem toda a infra instrutura européia é aplaudido pelo quinto lugar e as pessoas reclamam dos sofridos atletas do atletismo e da ginástica que tem um péssimo apoio no Brasil?

Obviamente esperava mais da participação brasileira nos Jogos, esperava medalhas de Diego Hipólito, João Derly, volei de praia feminino. Mas se essas não vieram os menos culpados são os atletas, que treinam quatro anos para um objetivo e se conseguem recebem um tapinha nas costas. Se não conseguem são xingados de amarelões até que conquistem um ouro olímpico!

A real culpa é da imprensa brasileira que coloca expectativa em quem não deve e principalmente quem não acompanha nada de esporte durante quatro anos, chega nos Jogos Olímpicos e tem ataques de anti brasileirismo falando que somos os piores do mundo, sem ao menos saber as reais possibilidades do Brasil.

Falta dinheiro, falta apoio, faltam técnicos, falta estrutura, falta público em torneios nacionais, faltam transmissões de TV, falta espaço na mídia, faltam psicólogos! Mas o que não falta é vontade e raça dos nossos atletas que se vencem são esquecidos rapidamente mas se perdem são lembrados para a história como amarelões.TEMOS QUE PASSAR A ESQUECER OS ERROS E LEMBRAR DOS CAMPEÕES! Faça um exercício você mesmo. Tente lembrar as 10 medalhas conquistadas pelo Brasil até agora. Provavelmente você vai precisar de uma ajuda da wikipedia para lembrar. Tente lembrar as ""decepções"". Com certeza você lembrou de todas! Essa é a cabeça do brasileiro, ao invés de exautar os campeões xingam os que não ganham!

De Segunda!

As Olimpíadas de 2008 acabaram. A evolução no esporte continua e os investimentos são ilimitados. O Brasil corre atrás.


O encerramento foi quase tão bonito quanto a abertura. Claro em menor escala, mas a cerimônia que fechou os Jogos Olímpicos de 2008 estipulou uma meta bem alta para os organizadores de 2012. Com mais de 40 bilhões de dólares gastos (100 milhões somente nas cerimônias de abertura e encerramento), a China mostrou ao mundo que não está de brincadeira quando se diz que os EUA perderão o posto de nação mais poderosa do planeta. Perfeita em termos de organização e segurança, as Olimpíadas mostraram muito mais do que o aparecimento de uma nova potência; revelou que investimentos em termos financeiros trazem sim retornos em conquistas. Que diga a Grã Bretanha, que passou a maior parte dos jogos em 3º no quadro de medalhas, sendo ultrapassada somente no penúltimo dia pela Rússia. Como próxima sede olímpica, Londres quer ver seus atletas fazendo bonito, e para isso os investimentos nos mais variados esportes são quase ilimitados, tanto que nas escolas britânicas, os alunos que se destacam praticando alguma modalidade recebem ajuda do governo.


Bolt: faz 100 metros em 9,69 segundos, o mais rápido da história

Vimos de tudo. De atletas consagrados se firmando ainda mais, atletas desconhecidos se fazendo notar, ícones com participação apagada e times decepcionando nas finais, como aconteceu com brasileiros em certas modalidades.
No vôlei, por exemplo, tanto na areia quanto na quadra, os homens fizeram grandes jogos, mas na hora de decidir acabaram permitindo que americanos se sobressaíssem. Infelizmente para o Brasil, a organização dos jogos não permitiu que houvesse uma final na areia entre duas duplas do mesmo país, forçando uma semifinal brasileira. Fábio e Márcio acabaram levando a melhor, foram para a final e perderam para os EUA. Quem sabe se Ricardo e Emmanuel não tivessem conseguido a vaga, acabariam levando o ouro? As meninas sim, fizeram jogos espetaculares durante a competição e não se deixaram vencer e o hino brasileiro foi tocado pela última vez em Pequim.

A afegã Robina Muqimyar, que correu os 100 metros rasos com véu.

São tantos os destaques, fiascos e surpresas que talvez seja melhor elaborarmos uma lista de atletas que merecem ter seus nomes citados – tanto negativa como positivamente.

Mandou Bem!

Michael Phelps – O nadador americano tido como “o maior atleta de todos os tempos” foi impecável. Ganhou todas as medalhas que disputou e agora tem 14 medalhas de ouro em olimpíadas.

Kobe Bryant – O cestinha da final foi de novo Dwyane Wade, mas Kobe realmente é um jogador para se entregar a bola na mão e assistir jogar. Maior astro do basquete atual, sem dúvidas.

Rafael Nadal – O novo numero um do mundo confirmou o favoritismo e venceu nas simples. Vai ser difícil Federer voltar a liderar o ranking de novo.

Cristiane – Apesar da prata, a atacante do Brasil passou de figurante ao lado de Marta, para a protagonista na maioria dos jogos da Seleção Feminina de Futebol. A jogadora lutou muito, até a exaustão, e apesar de jogar ao lado da melhor do mundo, não se deixou esconder pelo brilho da camisa 10.


Kobe Bryant. Parte do novo Dream-Team.



Vacilaram!

Com certeza podemos dizer que a ginástica brasileira em geral foi um fiasco mas escolhendo um único atleta, Diego Hypollito pode ser apontado, já que se saiu muito bem em todas as eliminatórias do solo, mas no ultimo movimento da ultima série da final, acabou falhando. Jade Barbosa também decepcionou no salto sobre a mesa

O atletismo também teve suas decepções. O ídolo chinês Liu Xiang não agüentou a pressão – ou a dor no tornozelo – e abandonou. O americano Tyson Gay, tão aclamado, acabou por não faturar sequer um lugar no pódio. O jamaicano Asafa Powell, apesar de fazer parte da equipe que foi ouro no revezamento 4x100, não conseguiu nenhuma outra medalha no atletismo, então creio que pode ser considerado uma das decepções dos jogos.

Claro que é até cruel alegar que quem não ganha medalha é uma decepção, mas o judoca Luciano Corrêa não conseguiu sequer uma vitória na repescagem. Tiago Camilo, campeão mundial e oriundo de uma categoria inferior (agora luta com atletas até 81 kg), ficou com o bronze. Não pode ser considerado um fiasco, mas podia ter feito melhor; já João Derly perdeu para o português Pedro Dias e saiu da disputa – o português alega ter sido traído pela esposa com o atleta brasileiro.

No tênis, o novo numero 2 do mundo Roger Federer não fez feio, mas deixou transparecer que está passando a hegemonia a Nadal ao perder o jogo contra o americano James Blake, em que o suíço teve atuação pífia.

Futebol masculino. Mantivemos o tabu e perdemos da Argentina na semifinal de novo. O que será que ocorre? Será falta de preparo para os Jogos Olímpicos? Será que por ser uma competição praticamente amadora (sub-23), os jogadores não dão tanto valor à disputa? Bom, difícil saber, mas complicado mesmo é prescrever quando Dunga irá pedir a conta da mesa.

Angel Valodia Matos, que golpeou o arbitro após estre ter decretado sua derrota.


Campeonato Brasileiro de Futebol - 2008

No Domingo, o Palmeiras recebeu a Lusa no Pacaembu – por meio de um acordo – e o alviverde decretou a vitória logo no primeiro tempo, com 4 gols (2 do artilheiro do Brasileirão Alex Mineiro, um de Kléber e um do zagueiro Gustavo). No segundo tempo a Portuguesa ainda conseguiu diminuir a diferença em dois gols, mas não foi o bastante; hoje o Verdão é vice-líder com 40 pontos, 5 atrás do líder Grêmio que empatou com o Náutico nos Aflitos. O São Paulo também empatou com o Coxa de Keirrison no Couto Pereira e perdeu a chance de entrar novamente no G-4, já que o 4º colocado Botafogo empatou no clássico com o Vasco em 1 x 1. Na Vila, o Santos venceu o Cruzeiro (não ganhava uma partida desde o 1 X 0 com o Inter, em 30/07) por dois a zero, mas ainda figura na vice-lanterna da competição. No sul, Flamengo e Inter ficaram no 1 a 1.

Maurício Destri escreve às Segundas-feiras

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

AS OLIMPÍADAS SE ENCAMINHAM PARA O FIM....

COLUNA DO MURILO!



As Olimpiadas estão prestes a acabar e o Brasil, no quadro de medalhas, não está em uma boa colocação. Medalhas esperadas pelos brasileiros não chegaram como as desperdiçadas pelos atletas João Derly, Diego Hipólito, as meninas do voley de praia, entre outros. Nos resta esperar um bom resultado nas finais do voley de quadra e talvez até um ouro com a saltadora Maurren Maggi.


Agora, imitando o programa É RAPIDINHO da ESPN BRASIL, falarei um pouquinho sobre os eventos do movimentado Jogos Olimpicos de Pequim.

Atletismo

Revezamento 4x100 - Tanto as mulheres quanto os homens dos Estados Unidos erraram na última passagem do bastão quando estavam em primeiro na série e estão fora da final. As equipes brasileiras se beneficiaram com essas falhas e se classificaram para a final dos 4x100.

Salto Triplo - Jadel Gregório não consegue saltar como no ano passado e fica longe do pódio. Seu melhor salto foi 7m e 20 cm que lhe rendeu o sexto lugar. Quem acompanha o esporte sabia que uma medalha era quase impossível.

Vela

Robert Scheidt e Bruno Prada - Depois de um desempenho ruim nas primeiras regatas, os velejadores brasileiros deram a volta por cima e ganharam a medalha de prata. Muito bom se levarmos em consideração a recuperação da dupla.

Futebol
Seleção Feminina - Não podemos deixar de festejar a medalha de prata adquirida pelas garotas do Brasil. As condições para o futebol feminino no Brasil são pífias, portanto , as garotas estão de parabéns pelo resultado.

Seleção Masculina - Sem palavras, apesar do Bronze.

Voley

Voley de Praia Feminino - Foi triste a participação brasileira, nos despedimos sem nenhuma medalha.

Voley de quadra - Tanto as meninas quanto os meninos encaminham para o lugar mais alto do pódio. VAI BRASIL!

Hipismo

Rodrigo Pessoa - Mesmo cometendo uma falta na primeira etapa da final o brasileiro lutou pelo bronze até o final. Entretanto, apesar de zerar o percurso no Jump off não obteve um tempo melhor do que a americana Beezie Madden que conquistou a medalha.

Chupa Chup - Isso mesmo, Chupa Chup foi pego no doping! O cavalo do brasileiro Bernardo Alves foi pego no exame anti-doping e, com isso, o cavaleiro ficou de fora da final na competição de saltos.

Quadro de Medalhas

Brasil - Ficamos na torcida para as próximas medalhas. Torço muito para quebrarmos, pelo menos, um dos nossos recordes, o da quantidade de ouros (foram 4 em Atenas) ou total de medalhas (15 em Atlanta).
China - Está destruindo os Estados Unidos nesse quesito. A China já pode se considerar campeã da Olimpíadas 2008, excepicional apresentação dos atletas chineses.

Grâ-Bretanha - Reparem no crescimento das medalhas conseguidas pelos atletas destes países (Gales, Inglaterra, Escócia e Irlanda). Em Atenas foram apenas oito medalhas douradas, em Pequim os atletas já conseguiram 17 douradas e têm chance de elevar ainda mais esse número.
O que quero dizer com isso? OLIMPÍADAS DE LONDRES EM 2012, eles vão brigar.


Abraço a todos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

De Segunda!



Com menos de uma semana para o término dos jogos, já podemos olhar para trás e apontar o que já aconteceu e o que infelizmente não aconteceu também, já que na ginástica, modalidade que tinha grandes chances de medalha, as coisas não ocorreram da melhor forma para o Brasil. O judô nos propiciou três bronzes e a natação, um bronze e um ouro com Cielo. Muita coisa ainda pode acontecer nesta semana derradeira. A China continua liderando o quadro de medalhas e pode pela primeira vez em 16 anos, tirar o primeiro lugar dos Estados Unidos.



As provas começaram só na quinta-feira, 14, com 5 modalidades diferentes. Nos 100m rasos, o brasileiro Vicente Lima chegou em terceiro na 1ª serie, que foi vencida pelo jamaicano Usain Bolt. Vicente fez o tempo de 10s26, somente 6 centesimos atrás de Ussain Bolt. José Carlos Moreira também chegou entre os 3 primeiros da eliminatória dos 100 rasos. No dia 15, foi a vez de 9 outras modalidades, entre elas o heptatlo, que consiste na disputa de 7 diferentes estilos: 100m com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, 200, 800m livre, lançamento de dardo e salto em distancia. No salto com vara, Fabiana Murer conseguiu saltar os 4,50m. No sábado, Ussain Bolt conquistou sua primeira de ouro. Ontem, dia 17, Jessé de Lima se classificou para a final do salto em altura, pulando a barra de 2,29.

A Argentina venceu a Holanda por 2 a 1 e enfrentará o Brasil na terça, as 10 da manhã, Galvão Bueno parece estar afiadíssimo para o evento...
A seleção teve uma visita agradável no treino de quinta. O time feminino de futebol da Suécia se encontrou com os brasileiros e o meia Anderson retribuiu a atenção, não se importando em ser fotografado ao lado das escandinavas.

O que fazer diante de garotas suecas? Estufar o peito e olhar o horizonte...


Diego Hypólito infelizmente não conseguiu concluir sua apresentação da forma esperada. O atleta caiu sentado no ultimo movimento da prova de solo. Jade e Daiane também não foram bem e o Brasil ficou sem medalhas na competição. A china já levou 5 ouros na ginástica artística e a favorita Shawn Johnson (EUA) ainda não conquistou nenhuma.



A Rússia lidera o quadro na modalidade. Ellena Dementieva conquistou o ouro no torneio de simples, em pódio formado por 3 russas. No masculino, o novo numero um Rafael Nadal conquistou o ouro nas simples, e o suíço Roger Federer ganhou nas duplas com Stanislas Wawrinka.


Supremacia russa no pódio




Saiu o ouro para o Brasil. Foi de Cesar cielo, nascido no interior paulista (Sta. Barbara d’Oeste) e atleta do clube Pinheiros. Com 1,96 de altura e 2,10 de envergadura, Cesar venceu a prova dos 50m livre, chegando a frente do gigante Alain Bernard, que o tinha vencido nos 100m. Veja a vitória do brasileiro!



Futebol Doméstico

Palmeiras 1 x 0 Coritiba


No palestra, com gol do artilheiro Alex Mineiro, o verdão ganhou mais uma e segue em 3º com 37 pontos, correndo atás do líder Grêmio. A torcida palmeirense não parece ter sentido tanta falta do craque Valdívia, que foi contratado pelo futebol árabe. O Mago irá para o Al-Ain, que pagou cerca de R$ 22 milhões. Entretanto, a transferência ainda não foi absolutamente confirmada e o pai de valdivia declarou que não aprova a venda do filho para os emirados árabes.

Grêmio 1 x 0 São Paulo

Com tudo a favor de sí, o líder bateu o Tricolor Paulista com gol impedido de Peréa. Em jogo brigado porém monótono, o Grêmio deu sorte o jogo todo, coisa de campeão. O gol saiu logo aos 9 min. do primeiro tempo e o time paulista não mostrou nenhuma reação, jogando um futebol fraco. Em lance estúpido, o atacante Dagoberto foi expulso juntamente com Léo, do Grêmio. Com a vitoria do Botafogo em cima do Sport, o São Paulo ficou fora do G-4.

Mauricio Destri escreve às segundas-feiras

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O FENÔMENO MICHEAL PHELPS

COLUNA DO MURILO



O americano de 23 anos busca nas Olimpíadas de Pequim quebrar o recorde de Mark Spitz, seu compatriota, que conquistou 7 ouros em 1972 nos jogos de Munich. Michael Phelps terá que vencer as 8 provas que disputará para se tornar o maior campeão olímpico em uma única edição dos Jogos.


Muitos se perguntam: como que o americano consegue obter resultados tão expressivos? Por que ele bate recordes mundiais facilmente? E outras perguntas mais. As respostas são surpreendentes como vocês podem ler abaixo.

Micheal Phelps conquistou tudo que disputou até hoje por causa de três fatores principalmente, são eles: a sua envergadura desproporcional, a condição aeróbica invejável e a capacidade de concentração monstruosa que o atleta se encontra momentos antes de competir. Essas três qualidades juntas tornam ele o atleta com o maior número de ouros olímpicos, 12 até o momento.



O nadador americano tem 1 metro e 94 centímetros, uma pessoa normal teria uma envergadura aproximadamente igual à sua altura, porém Micheal Phelps possui braços longos e sua envergadura é de 2 metros e oito centímetros o que já é um fator decisivo para que ele tenha um bom desempenho nas piscinas. A flexibilidade dele também é muito maior do que a dos outros nadadores, ele consegue ondular e se esticar mais do que seus rivais, conseguindo assim, tempos melhores.

A parte aeróbica do atleta é assustadora. O nadador absorve cada molécula de oxigênio que entra em seu pulmão e é esse aproveitamento do gás que controla o sistema de ácido lático do corpo das pessoas. O ácido lático é produzido quando uma pessoa está fazendo alguma atividade física para suprir a falta de oxigênio no sangue e fazer com que o indivíduo consiga manter o mesmo nível de competição por mais tempo. Este ácido é o responsável pelas dores musculares que muitos sentem após uma atividade física (quem nunca sentiu aquelas dorzinhas chatas na segunda-feira de manhã depois do futebol de domingo). Resumindo, quanto mais aproveitamento você tirar de sua respiração, menos ácido lático é produzido. Quanto menos ácido lático, menos dor muscular. Em resumo, menos cansaço.
Agora os dados da capacidade aeróbica do nadador, se compararmos ele a uma pessoa normal, enquanto nós cansaríamos depois de cinco metros, ele começaria a sentir um cansaço depois de 72 metros. Comparando o nível de ácido láctico dele com um nadador comum (todos os outros), ele termina uma prova de 400 medley com um nível de ácido lático no corpo quatro vezes menor do que os outros nadadores, esta é a chave para ele conseguir competir tantas vezes nas Olimpiadas, 19 em nove dias de competição.

O terceiro fator é sua concentração. O nadador tem um ritual antes de competir qualquer prova aquática, ao andar para sua raia momentos antes de entrar na piscina, ele ouvi um Rap americano para relaxar e elevar a sua concentração. A sua autoconfiança também é muito grande e o resultado de todos esses fatores são as diversas medalhas de ouro que o atleta já ganhou.
Poderia ir mais longe e contar o começo da sua história no esporte, suas atividades sociais nos Estados Unidos com crianças carentes, mas acho que isso não é necessário para enfatizar a boa pessoa de Phelps. Fico feliz de poder acompanhar a trajetória desse campeão americano, para mim, o melhor atleta de todos os tempos. O mundo nunca verá uma pessoa tão preparada para o esporte quanto ele. Micheal Phelps é um fenômeno do esporte mundial!

domingo, 10 de agosto de 2008

Domingão do Guizão

Na minha primeira coluna, que está sendo escrita durante a madrugada olímpica, vou falar obviamente de Jogos Olímpicos.
Depois de uma abertura belíssima e que me deixou expert no velho e bom jogo stop, a China vem se mostrando muito forte nas competicões olímpicas e está liderando o quadro de medalhas.
E o que mais me irritou neste quadro de medalhas é a presença da Argentina com uma medalha de bronze. Nao ter ganho nenhuma medalha ainda é absolutamente normal para nosso país, mas ficar atrás dos argentinos nao dá!! Estou irritado!
Agora, falando sério. Gostaria de intender o porquê do uso da palavra "'apenas". Já vi, em apenas dois dias de competícões, vários narradores ou textos na internet com a seguinte notícia: Saiu medalha no tiro, fulano ganhou, beltrano com a prata e ciclano com o bronze. E o brasileiro fulano de tal APENAS na vigésima terceira posição. Me pergunto, por que usar a palavra apenas??
Tudo bem, o cara não ganhou medalha, mas precisa humilhar o esforçado atleta brasileiro que conseguiu uma suada classificação olímpica e que sofre para treinar num país em que se um esportista não é jogador de futebol não se ganha nada?? Por que usar a palavra apenas?
É desmerecer um trabalho de quatro anos. Quem sabe para o atleta, essa colocação nao é importante??
Quero constatar duas posições muito boas dos brasileiros na madrugada de ontem. O brasileiro Murilo Fischer pedalou mais de 6hs na prova de ciclismo e ficou na vigésima posiçao. Apenas? Apenas nada, eram 143 ciclistas e o brasileiro chegou muito próximo do pelotão da frente.
Outro resultado que gostei muito ontem foi do atirador Julio Silva, que ficou apenas uma posição da final da pistola de ar 10m, melhor posição da história da pistola brasileira.
Agora pessoal, não vamos nos assustar somente porque o Brasil perdeu a chance real de suas primeiras medalhas, com a desclassificação de João Derly do judô. Já vi muita gente criticando toda participação brasileira por causa de um resultado inesperado. Precisamos lembrar que nosso volei e volei de praia estão invictos, que o ciclismo e o tiro conquistaram resultados importantes, o boxe já igualou o resultado de Atenas, a vela vem em boas colocaçoes mesmo em classes que a medalha não é esperada, diego começou muito bem no solo, a natação já chegou a duas finais e muitos outros bons resultados.
Como já falei aqui, medalha não é tudo. Apesar de ver um atleta de seu país no pódio ser muito bom, conquistar finais é essencial para o desenvolvimento do esporte. Uma brasileira na final dos 100m borboleta é espetacular, um recorde sul-americano no revezamento 4x100m feminino é muito bom. Já falei e repito. Medalha não é tudo.
Como o nome da coluna é uma paródia de um velho programa dominical, vamos a uns pontos que queria ressaltar
Pegadinha O Galvão Bueno achar que intende de todos esportes é uma pegadinha. Ele sabe um pouco de futebol e f'órmula 1, mas volei, volei de praia e natação não dá. É pegadinha.
Video Cassetada As provas de ginástica artística são uma beleza, principalmente a feminina, Mas nós temos cada tombo digno de video cassetada.
Se vira nos 30 Depois de mais de 6h pedalando, seis ciclistas se soltaram do pelotão faltando poucos segundo para o final da prova e a chegada foi emocionante.Em 30s, os atletas tiveram que decidir mais de 6h de luta.

sábado, 9 de agosto de 2008

O BRASIL NAS OLIMPÍADAS

COLUNA DO MURILO



Nessa segunda parte, apresento as certezas de medalha em quatro esportes olímpicos, são eles: o Judô, a Natação, Vela e o Volei.




JUDÔ


Aqui fica até difícil de apontar os favoritos a medalhas, pois todos tem grandes chances de conseguirem esse mérito. A seleção masculina de Judô está entre as melhores do mundo e deve trazer muitas medalhas para o Brasil de Pequim. Os três principais judocas que têm enormes chances de ganhar o ouro olímpico são: João Derly (meio-leve), Thiago Camilo (meio-médio) e Luciano Corrêa (meio-pesado). No feminino, gostaria de destacar os excepicionais resultados obtidos desde o Pan do ano passado da jovem Mayra Aguiar (médio). A menina de apenas 16 anos foi prata no Rio de Janeiro quando não tinha idade nem para usar a faixa preta, usava a marrom na ocasião. Portanto, acredito que ela é a brasileira com a maior chance de trazer a primeira medalha inédita do judô feminino.

NATAÇÃO

As chances de medalhas aparecem com os nadadores Thiago Pereira, Kaio Márcio de Almeida e César Cielo. O ouro pode ser alcançado apenas pelo sprinter César Cielo pelo simples fato de não competir com o fenômeno Micheal Phelps. Os três brigarão pelo pódio e me arrisco a dizer que essa será a melhor Olimpiada da Natação brasileira de todos os tempos.

O Brasil corre por fora, despercebido, em dois revezamentos que podemos surpreender, são eles: O 4x100 Medley que será representado pelos nadadores Guilherme Guido (costas), Henrique Barbosa (peito), Kaio Márcio (borboleta) e César Cielo (livre) e o 4x100 Livre com a participação de César Cielo, Nicolas Oliveira, Rodrigo Castro e Eduardo Deboni.

VELA


Neste esporte o Brasil pode ter o seu primeiro Tricampeão olímpico o velejador Robert Scheidt que disputará junto com o Bruno Prada a classe Star nos Jogos Olímpicos. Temos chance também com o Bimba na classe RS:X masculino e com Bruno Fontes na Laser.

A Vela é o esporte que trouxe mais medalhas de ouro para o Brasil na história das Olímpiadas, são 6 de ouro e 14 medalhas no total.

VOLEI



Este esporte é o que nos dá mais esperança de ouros. Tanto na quadra, quanto na areia o Brasil é o favorito para vencer nas modalidades masculinas de Voley, já no feminino é sempre bom ter um pé atrás depois da decepção nas Olimpiadas passadas. Apesar disso, elas são favoritas na quadra, pois venceram tudo neste ano e alguns campeonatos até invictas. O Voley de praia feminino teve uma baixa na quarta-feira passada com a perda de Juliana que disputaria o torneio ao lado de Larissa, a dupla foi campeã do . Para o lugar de Juliana foi chamada a experiente Ana Paula que já ganhou uma medalha olímpica nas quadras em 1996 nas Olimpiadas de Atlanta.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O BRASIL NAS OLIMPÍADAS

COLUNA DO MURILO!



Bom dia a todos, estou de volta!

Agora estou no clima das Olimpiadas. Todos que amam esportes estão aflitos esperando o começo dos maiores Jogos Olímpicos de todos os tempos que tem início hoje na China. Foram construídos novos estádios e complexos esportivos com a melhor infra-estrutura possível e o gasto de tudo isso superou os 40 bilhões de dólares, quantia quatro vezes maior do que a gasta nos Jogos de Atenas em 2004.

Abaixo, farei uma análise rápida de cada esporte que o Brasil tem chances de medalhas nas Olimpíadas de Pequim. Para não ficar cansativo, dividirei em duas partes essa crítica sobre o possível desempenho dos atletas brasileiros na China. Os cinco primeiros esportes que analisarei seguem abaixo e os outros serão analisados no sábado.

ATLETISMO


Temos chance em apenas quatro competições e será difícil conseguirmos um ouro nessa modalidade. Jadel Gregório que compete no salto triplo não atravessa uma boa fase nesse ano e seu melhor salto foi apenas 17,28 o que praticamente o deixa fora de uma final olímpica. Ele e seu técnico esperam um salto acima dos 17,90 para brigar por uma medalha. Fabiana Murer, salto com vara, tem boas chances de brigar pelo bronze e pode até conseguir uma prata caso bata seus recordes pessoais e salte acima de 4,80 metros, o ouro já está nas mãos da bela russa, Yelena Ysinbayeva. Maurren Maggi, salto em distância, é a que tem a maior chance de subir no ponto mais alto do pódio. Ela atravessa uma das melhores fases da sua vida como atleta e se considera muito amadurecida após o envolvimento com o doping em 2004 que ela jura, até hoje, que não usou nada. E, por último, os nossos maratonistas que brigarão por um pódio, principalmente com os atletas Frank Caldeira e Marilson dos Santos.

FUTEBOL

Ambas as seleções têm a possibilidade de ganhar o ouro nessa modalidade. Os dois estão entre os favoritos para vencer essa competição e enquanto a esquadra feminina conta com o talento de Marta e Cristiane, o masculino possui a magia de Ronaldinho Gaucho e Alexandre Pato.

GINÁSTICA ARTÍSTICA

As maiores chances estão nos saltos de Jade Barbosa e Diego Hipólito, ambos são favoritos a ganharem medalhas na prova do solo. Jade também competirá no Individual Geral e no salto sobre o cavalo, prova essa que ela tem boas chances de conquistar uma medalha. O brasileiro não teve um ano muito bom, pois operou o joelho e também sofreu com a dengue quando tentava se preparar para os Jogos de Pequim. Por causa desses problemas durante a preparação ele abdicou de disputar a prova do salto sobre o cavalo na Olimpíada, fará apenas um salto para tirar o peso dos ombros por participar de sua primeira Olimpiada.

HIPISMO

O Brasil sempre entra nas competições de Hipismo competindo por medalhas. Nossos cavaleiros e amazonas são muito competitivos e poderão nos trazer alegrias tanto nas competições individuais como nas em grupo que começam na noite de sexta-feira.

TAEKWONDO


A lutadora Natália Falavigna, campeã mundial em 2007, é a única esperança de medalha para o Brasil nesse esporte. Após a decepção no Pan-Americano do Rio de Janeiro, onde foi precocemente eliminada, ela quer dar a volta por cima nesses Jogos Olímpicos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Campeonato Brasileiro 2008 - 17ª rodada

G-4 tem nova formação, Flamengo decepciona de novo e Grêmio dispara na liderança.


Na antepenúltima rodada do primeiro turno do Brasileirão 2008, as coisas já vão ficando mais claras em relação aos times que efetivamente brigarão pelo título nacional e pelas vagas nas competições sul-americanas, além claro, dos destaques negativos, que possivelmente amargarão a série B do ano que vem. No início do campeonato, o Flamengo era tido como franco-favorito ao título, ao lado claro, de Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e o próprio Grêmio, que se beneficiou pela queda de rendimento do time carioca para assumir a liderança isolada do Brasileiro. Até aqui então, não tivemos tantas surpresas positivas assim, com exceção talvez do Vitória, que hoje figura em 5º lugar, na frente do Flamengo, já que não vence desde o clássico do dia 13/07 contra o Vasco e ontem perdeu mais uma, desta vez de virada, do Cruzeiro.


A 17ª rodada foi perfeita para os quatro primeiros colocados: Grêmio e Cruzeiro, líder e vice-líder, com 35 e 33 pontos, respectivamente, venceram seus jogos, e Palmeiras e São Paulo, 31 e 30, que também venceram bem na tarde de ontem. O Palmeiras volta ao G-4 depois de duas rodadas fora e o Tricolor debuta na 4ª posição. No ano passado, nesta mesma 17ª rodada, o Botafogo empatava com o Paraná e passava a liderança ao São Paulo, que se manteria na posição até o fim do campeonato. Este ano, porém, as coisas estão bem mais complicadas, já que os times da ponta estão muito mais equiparados do que em 2007, quando Flamengo aparecia na lanterna do campeonato, Palmeiras ainda não havia se firmado e o Botafogo era o time que mais tinha bala na agulha contra o São Paulo, mas que após a derrota por 2 a 0 para o time paulista, entraria numa queda livre e terminaria o campeonato somente em nono colocado.


A rodada do meio da semana promete. O Palmeiras enfrenta o Vitória no Palestra, enquanto o São Paulo pega o Fluminense fora, com transmissão da BAND e GLOBO, as 21h45. Para o líder Grêmio, a parada não será das mais difíceis, já que enfrenta o lanterna Ipatinga no Olímpico. Já na quinta, as 20h30, temos um clássico nacional entre Cruzeiro e Inter, que jogam no Mineirão.

Ipatinga x Palmeiras

Valdívia deixa claro que não há magoas com o treinador


Com dois gols do chileno Valdívia, que recentemente vinha sendo criticado por más atuações, o Palmeiras venceu o fraco Ipatinga pelo placar de 2 a 1. O primeiro gol saiu logo aos 12 minutos, quando o meia recebeu cruzamento na medida de Élder Granja para marcar de cabeça. No segundo tempo Valdívia ainda fez um belo gol, driblando dois zagueiros e batendo no canto do goleiro Fred (detalhe para a comemoração, em que o artilheiro foi correndo abraçar Luxemburgo, que na ultima quarta-feira criticou a atitude do jogador, que ao ser substituído, foi direto ao vestiário). No fim do jogo o time mineiro ainda descontou, mas foi só.

São Paulo x Vasco da Gama

Rogério comemora seu primeiro gol de falta no ano


A estréia do atacante André Lima não podia ter sido melhor. Logo no primeiro tempo, anotou dois gols (em impedimento) e abriu a goleada. Os outros dois foram marcados pelo experiente Rogério, em um belo gol de falta (não marcava desde a vitória contra o Sport, em 28 de outubro do ano passado), e de pênalti (o 3º na temporada). Rogério dedicou os gols as filhas, que nasceram em 2004 e já viram o pai ser campeão da Libertadores, Mundial, Paulista e Bi-campeão Brasileiro.

Flamengo x Cruzeiro

De virada, o time mineiro conseguiu boa vitória contra o Fla, que amargou mais uma derrota no Brasileiro. Guilherme e Rômulo anotaram para o time do Cruzeiro enquanto o atacante estreante Vandinho fez o único gol do Rubro-negro. No fim do jogo o atacante Diego Tardelli fraturou o braço em dividida, e como o técnico Caio Júnior já tinha efetuado as 3 substituições, o time jogou com 10 até o fim da partida. Com a vitória o Flamengo caiu para a 6ª colocação, enquanto que o Cruzeiro manteve-se na vice-liderança.

Olimadas

A 4 dias do inicio das Olimpíadas e a 3 da estréia do Brasil nas Olimpíadas de Pequim, o time verde e amarelo treina em Shenyang, na China, para o jogo contra a Bélgica, que acontece nesta quinta-feira, as 6 da manhã (horário de Brasília). Após magra vitória por 2 a zero contra o Vietnã, o Brasil treinou na tarde deste domingo sem o zagueiro Thiago Silva (Fluminense), que sentiu a panturrilha e saiu logo aos 20 minutos do amistoso contra os vietnamitas. Apesar do ocorrido, o zagueiro fará sua estréia nas Olimpíadas ao lado de Alex Silva, contra a Bélgica.

Curiosidade

Ficou famoso na Internet o vídeo do jogador Radoslav Kovac, do Spartak Moscou, que, no clássico contra o Lokomotiv, deu uma entrada dura em um torcedor do time adversário que invadiu o campo. O mais interessante é que o jogador recebe cartão amarelo (?!) e não há policiamento algum, então o torcedor fanfarrão simplesmente senta na lateral de campo e assiste ao jogo...


Maurício Destri escreve às segundas-feiras

domingo, 20 de julho de 2008

Reportagem da uol mostra mentalidade brasileira

Estou aqui no Canada ainda, permaneco sem acentuacao em Lingua Portuguesa mas nao gostei da materia da uol, que diz que a gestao Nuzman no COB derrubou o numero de medalhas do Brasil. Para ver a materia cloque aqui

Nao podemos negar que quando Nuzman assumiu, o Brasil foi para Atlanta e conquistou 15 medalhas. Nos ultimos dois Jogos, o atual presidente do COB trouxe de volta apenas 12 e 10 medalhas, caindo o numero de podios.
Porem, o que a materia nao lembra e o aumento de numero de finais conquistadas. Em Atlanta foram 15 medalhas mas apenas 22 finais. Em Sydney foram 28 finais e 12 medalhas e em Atenas 30 finais e 10 medalhas.
Esses numeros provam que realmente o Brasil evoluiu no esporte. Hoje em dia, somos competitivos em quase todas as provas masculinas da natacao, enquanto em Sydney chegamos apenas em duas finais. No atletismo, temos atletas brilhantes em todos os tipos de saltos alem das provas de revezamento e de fundo. Em Atenas foram apenas duas finais no atletismo.
A ginastica e o tawekondo evoluiram muito e tem chances reais de estrear no podio olimpico para o nosso pais em Pequim. Alem disso, o handebol se tornou hegemonico no continente de uma vez por todas enquanto nosso volei vai de vento em polpa, com titulos em todas as categorias, tanto nas quadras quanto nas areias.

Essas evolucoes que talvez nao virem medalhas sao esquecidas por todos. O que o poco e a imprensa brasileira gosta e de medalha. Nao importa se voce e quarto ou vigesimo nono, se voce nao subiu ao podio, voce nao tem destaque.

Eu sei que o nosso presidente do Comite Olimpico Carlos Arthur Nunzman nao e um homem perfeito, mas deu ao Brasil a oportunidade de conhecer todos os esportes, ja que as TVs e a imprensa brasileira so falam de alguns esportes como canoagem, remo, tiro e tiro com arco durante os Jogos Olimpicos e Pan-americanos. Com a politica implantada por Nuzman, o Brasil se tornou figurinha carimbada em olimpiadas nestes esportes, mesmo sem lutar por medalhas.

E dificil realizar isso, mas para o futuro do esporte no pais e muito melhor conquistar varios quartos, quintos e sextos lugares do que algumas medalhas de bronze. Mas poucos tem isso em mente. Poucos ligam para posicoes intermediarias. Poucos sabem a importancia que uma decima quinta posicao para o ciclismo brasileiro tem. Se um brasileiro ficar nesta posicao nas olimpiadas, a imprensa em geral nao vai dar destaque, vai apenas cita-lo durante a noticia dos medalhistas.

A reportagem da UOL demonstra a cabeca do brasileiro. Se derrubou o numero de medalhas quer dizer que o esporte piorou. E isso nao e verdade e numeros de finais mostram isso!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jornalista futebolístico X Jornalista esportivo

A imprensa brasileira tem brilhantes jornalistas futebolísticos. Em questão de segundos posso citar mais de dez. Na minha opnião o melhor é Juca Kfouri. Além de um brilhante intendor do assunto, é politizado e escreve muito bem, tanto em suas colunas nos jornais como seus livros.
Respeito, aplaudo e por que não dizer que é meu ídolo dentre os comentaristas de futebol.
F-U-T-E-B-O-L

É aí que entra outro problema da imprensa brasileira. Os jornalistas esportivos realmente são pouquíssimos. O maior de todos, Àlvaro José, que consegue entender da maioria dos esportes e não coloca o futebol em primeiro tempo. Ao contrário de Orlando Duarte que, é apaixonado por esportes, mas tem seu "carro-chefe" o futebol.

A coisa que mais me irrita é que na época de olimpíada e de Jogos Pan-americanos todos esses Jornalistas futebolísticos fingem entender de todos os esportes olímpicos. Flávio Prado é o primeiro a abrir a boca para reclamar da participação do Brasil em Jogos Olímpicos. Mas que moral ele tem para criticar o Robert Sheidt, como o fez nas olimpíadas de 2000 depois que o brasileiro perdeu o ouro na última regata.
Juca Kfouri me reclama em seu blog da uol da participação do Brasil no mundial do atletismo. Só pelo fato de o Brasil ter levado "apenas' uma prata. Mas ele não se deu ao menos o trabalho de ver que o Brasil chegou em oito finais, no melhor resultado da história do país em termos qualitativos.

Juca e Flavio foram meus inspiradores no futebol, minha primeira paixão esportiva. Via Cartão Verde, da TV Cultura, aos domingos e os dois me "incentivaram" de alguma forma à tentar ser jornalista na minah vida. Agora, eles só entendem de futebol em termos de esporte. Não intendem NADA de olimpíada e durante 15 dias opniam em todas as modalidades em todos os esportes.

Juca ainda comenta sobre a "política" do COB. Sempre critica o presidente atual do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que tem uma brilhante participação na história do esporte brasileiro, jogando na seleção de volei e posteriormente dirigindo a Confederação Brasileira do esporte em que o consagrou.
Tudo bem que Nuzman não é a melhor pessoa do mundo, tem seus defeitos mas Juca criticá-lo é demais. Nuzman assumiu o poder do esporte olímpico brasileiro em 1995 e com sua política de profissionalização do esporte conseguiu levar o Brasil a 37 medalhas em três jogos Olímpicos. Conseguiu a Lei Piva, que dá cerca de R$ 40mi anualmente ao esporte além da Lei de Incentivo ao Esporte.

O Brasil necessita de jornalistas que dediquem seu tempo a esportes olímpicos, e mesmo os não olímpicos. Por que temos tantas revistas especializadas em futebol(Que, em época de Pan e olimpíadas, curiosamente viram revistas ESPORTIVAS), e não temos uma, sequer uma revista esportiva, sobre todos esportes. Claro, tem revistas especializadas em ciclismo, automobilismo, triatlo, surf...Mas nenhuma em esportes em geral. É isso que falta nas nossas bancas de jornais.

Em agosto, vamos ver os jornalistas de futebol, se mostrando entender de ciclismo, natação e atletismo. Agora, nenhum deles acompanha o dia a dia dos nosso heróis olímpicos durante quatro anos. Só querem o filé...
Mas, volto a dizer que são, em geral, grandes jornalistas de futebol, grandes pessoas e, muitas vezes, com brilhantes noções de política. Mas quanto aos esportes em geral...