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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

QUEM É O MAIOR ÍDOLO DO ESPORTE INDIVIDUAL BRASILEIRO?


COLUNA DO MURILO




Infelizmente, não pudermos ver tantos atletas brilharem individualmente nos esportes, mas com certeza alguns representaram muito bem o Brasil. Dois deles foram capazes de comover multidões e aumentar o patriotismo em nosso país, são eles? Ayrton Senna e Gustavo Kuerten.

Qual o brasileiro que não se comove com a “musiquinha” que a Rede Globo tocava quando Senna vencia as corridas? Que fanático não foi às lágrimas com as vitórias de Guga em Roland Garros? E por outro lado, qual brasileiro não chorou e lamentou a morte de Senna no GP de Ímola no dia primeiro de Março de 1994? Quem não se entristeceu com a despedida do Guga das quadras?

Afinal, quem foi o maior ídolo do esporte individual brasileiro? Não estou aqui para comparar o Senna com o Guga e sim para ressaltar a importância desses dois atletas no cotidiano do brasileiro. Eram dois brasileiros que amavam representar o país, Senna com sua seriedade, disciplina e resultados, enquanto Guga com seu jeito despojado, alegre e feliz de ser.

Não tenho dúvida de que Senna foi mais adorado pelo povo brasileiro, muitas famílias reuniam-se domingo de manhã para ver o rei das pistas em ação. O automobilismo sempre foi um dos grandes esportes do Brasil, tanto que já tínhamos corredores de alto nível como Nelson Piquet e Emerson Fitippaldi, ambos campeões mundiais de Fórmula–1. Mas Senna foi diferente, seu arrojo e determinação em busca da vitória fascinava o país e a morte, no ápice de sua carreira, foi tão trágica que até os que não eram fãs do automobilismo ficaram sentidos na época. Com certeza Senna morreu como herói de uma nação. O lado bom é que o Brasil continuou com bons pilotos, pois hoje podemos ver o Massa brigando pelo título da Fórmula-1, Rubinho como o piloto que mais disputou corridas de todos os tempos e as jovens promessas, Nelsinho Piquet, Bruno Senna e Lucas Di Grassi com um nome forte no cenário mundial.

No tênis a história é diferente. Pouco se sabia sobre o esporte no Brasil antes do dia oito de Junho de 1997 quando um jovem cabeludo, desajeitado, com uma roupa colorida que representava as cores de seu país venceu Roland Garros e ganhou dois países inteiros de fans. Os países são a França e o Brasil e o garoto Gustavo Kuerten, o Guga. O carisma do tenista ganhou rapidamente o carinho de todos e o tênis tornou-se mais popular no país, diferente do que ocorreu com o automobilismo. Guga é uma pessoa única que “criou” um esporte no Brasil, se hoje assistimos tênis na televisão é graças a este menino de Florianópolis que brilhou em um esporte que não tem apoio nenhum no Brasil. Ao contrário do automobilismo (mais uma vez), o tênis brasileiro passa por um momento muito ruim e não parece ter grandes promessas surgindo.

Poderia citar pelo menos dez grandes prêmios em que Senna deu show e umas outras 10 partidas em que Guga chamou atenção do mundo com sua paralela de esquerda, mas não quero me estender.Não tenho dúvida de que Senna e Guga foram únicos. Mas enquanto Senna brilhou em um esporte tradicional de nosso país, Guga surgiu do nada e ensinou o Brasil a gostar do tênis.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tênis brasileiro- Voltando aos bons tempos

O tênis brasileiro vinha cometendo muitas "duplas faltas", "erros não forçados", "levando aces" e estava ladeira abaixo. No fim do ano passado, as coisas começaram a mudar para melhor e no fim deste ano é capaz de termos três atletas entre os 100 melhores do mundo, além de uma dupla tupiniquim figurar entre as oito melhores do mundo.

O tênis era um esporte pouco conhecido no Brasil, quando Guga surgiu, venceu três Roland Garros, levou, ao lado de Fernando Meligeni, o país até as semi finais da Copa Davis, trouxe novamente um ATP para o país e surgiram novas promessas. Após a queda do melhor tenista da história do país, essas promessas foram se apagando uma a uma, como aconteceu com Flavio Saretta, Alexandre Simoni, Ricardo Mello e muitos outros. Os torneios futures e chalengers foram diminuindo depois do "boom" da era Guga e o esporte estava voltando a estaca "Pré- Guga". A briga entre jogadores e CBT levaram o time até a terceira divisão da Davis e o Brasil ficou quase dois anos sem um TOP- 100.

A partir do fim do ano passado, as coisas começaram a mudar. Marcos Daniel conseguiu resultados espetaculares na Copa Petrobrás, conjunto de torneios de médio porte pela América do Sul, aos moldes da antiga Copa Ericson, e voltou ao top 100 mundial por algumas semanas, terminando 2007 em 118º.
Naquele momento, o país tinha apenas seis atletas entre os 200 melhores do mundo, sendo nenhum deles entre os 100. A dupla brasileira, Marcelo Melo e André Sá, estava abalada pelo dopping de Marcelo, depois de terem conseguido ir até as semi finais de Winbledon. Nossas promessas Thomaz Belucci, Franco Ferreiro, Rogério Silva e Ricardo Hocevar tinham tido um bom ano e teriam que confirmar o bom desempenho em 2008 para provarem que não eram apenas promessas. Era o momento decisivo do tênis brasileiro.

E o ano começou com Ricardo Mello voltando a jogar bem, indo até as semi finais do chalenger de Miami, com o título de Marcelo Melo nas duplas no primeiro ATP do ano, com Thiago Alves, ex top- 100, vencendo o chalenger de São Paulo, com Ricardo Hoocevar vencendo três futures seguidos. Posteriormente, Belucci conseguiu resultados impressionantes que o deixou entre os 100 melhores do mundo e no mês de abril o panorama brasileiro era outro.
Dia 21 de abril, após o término do chalenger de Florianópolis, já eram oito entre os 300 melhores, com Daniel top-100, Franco Ferreiro e Ricardo Mello ganhando mais de 20 posições no ranking em uma semana, e estaria por vir uma quantidade de torneios no Brasil gigantesca para que nossos tenistas conseguissem pontos preciosos no ranking mundial.

Nos Grand slams de Roland Garros, Winbledon e US Open, vimos Thomaz Belucci jogar muito bem com Nadal e Thiago Alves conseguir jogar de igual para igual com Roger Federer, além de assistirmos vitórias de Marcos Daniel e Thiago Alves. A dupla brasileira Marcelo Melo e André Sá ia de vento em polpa, com boas campanhas em torneios ATP e o sonho de jogar o master no fim do ano começando a ficar cada vez mais perto.

"Agora, os tenistas brasileiros não tem mais desculpas" Resumiu o comentarista do SPORTV Dácio Campos, referindo aos 23 futures já realizados no Brasil neste ano, somados ao ATP da Costa do Sauípe e de outros seis chalengers. Ainda estão programados até o final do ano mais 12 torneios da linha future, o que pode dar mais e mais pontos aos tenistas brasileiros no ranking mundial, visando a participação em torneios mais importantes na próxima temporada.
Na semana passada, Marcos Daniel apareceu na posição número 61 do mundo, o melhor ranking entre os brasileiros nos últimos três anos. E ele poderia estar ainda melhor, caso não tivesse torcido o pé na primeira rodada da etapa brasileira da Copa Petrobrás.

Em uma estratégia diferente, jogando mais frequentemente os ATPs, Thomaz Belucci está na posição número 81 do mundo e diz que no momento não está se importando com o ranking e sim em ganhar experiência em torneios maiores.
Thiago Alves está muito próximo do top-100. Depois de ser número 95 em 2006, teve dois anos apagados e voltou bem em janeiro quando venceu o Aberto de São Paulo. Em um ano ainda pouco regular, conseguiu chegar ao número 113 e pode terminar a temporada entre os 100 melhores.

Os jovens Franco Ferreiro e Ricardo Hocevar tiveram uma temporada boa, em que se firmaram como boas surpresas, mas precisam em 2009 jogar um pouco melhor para finalmente chegarem ao top 100. Atualmente, Ferreiro, que é promessa há cerca de três anos, é o número 151( seu melhor é 136, em agosto deste ano) enquanto Hocevar é número 179, caindo duas posições em relação semana passada, quando alcançou seu melhor ranqueamento. Ricardo Mello, que já foi número 50 do mundo, é atualmente o 189 e lutará para voltar ao top 100 ano que vem.

Nossos top 300 são completados por André Ghem, João "Feijão", André Miele, Caio Zampieri, Daniel Silva e Rogério Dutra, completando 11 atletas entre os 300 melhores do mundo.
Feijão chegou a sonhar com o top 100 ainda nesta temporada, quando em abril ganhou muitos pontos e chegou ao posto de número 208. Atualemente é 220º, 10 posições atrás de André Ghem, que há dois anos não consegue sair desta zona de 180 á 300 do mundo.

André Miele é a maior novidade, esse ano vencendo três futures, chegando á semi final de um chalenger e subindo quase 200 posições somente este ano, parando em 242 nesta semana.
Daniel Silva e Rogério Dutra vivem situações parecidas, não conseguindo encaixar uma série de torneios bons e ficando em 2678 e 268 respectivamente na última semana. Situação parecida com a de Caio Zampieri, que atualmente é o número 246 do mundo.

Nas duplas, estamos muito bem representados. Além de Marcelo Melo e André Sá estarem entre as oito melhores do mundo, temos Bruno Soares, que jogando ao lado de parceiros estrangeiros, conseguiu uma semi final em Roland Garros, oitavas de finais em Winbledon e atualmente é número 32 do ranking "individual" de duplas, que soma pontos para o jogador e não para a dupla.

Na Copa Davis, o Brasil infelizmente não conseguiu a vaga para o grupo mundial, mas mostrou muita força diante dos croatas, campeões em 2005, na casa do adversário, no piso de carpete. O único ponto marcado pelos brasileiros veio nas duplas, mas os simplistas Thiago Alves e Thomaz Belucci conseguiram chegar á 11 tie breakes. O que faltou foi poder de definição, visto que o time perdeu 10 destes desempates.
O tênis feminino está caminhando para trás, infelizmente. Na Federation Cup, o Brasil segue no zonal americano, sem conseguir classificação para o grupo mundial II e mais longe ainda da primeira briga pela primeira divisão.

Atualmente, a cada semana que passa as brasileiras se alternam na primeira posição entre as atletas do país no ranking mundial. Mas isto, que poderia ser uma boa notícia, é horrível, pois as brasileiras estão despencando e atualmente a primeira colocada é Vivian Segnini.
Uma semana após Roxane Vaisemberg garantir a condição de melhor tenista do país, nesta segunda-feira foi a vez de Vivian Segnini assumir o posto, mesmo sem grandes campanhas nas últimas semanas. A nova líder das brasileiras é apenas a 338º colocada do ranking mundial.Na última semana, por exemplo, Segnini foi eliminada na primeira rodada do torneio de Juarez, no México.
No ano, tem um título e três vices em futures como melhores campanhas. Já Vaisemberg, outra eliminada na estréia no México, passou do 318º ao 343º lugar e é a segunda do país, à frente de Maria Fernanda Alves, 358ª. Ainda se recuperando de lesão, Teliana Pereira segue perdendo espaço e terá de jogar bem para tentar voltar ao top 200. Ela é hoje a 379ª na WTA. Campeã na semana passada do future de Curitiba, Fernanda Hermegildo aparece em 503º, mas deve subir na próxima segunda-feira. Uma pena.

Agora é o Brasil conseguir manter essa evolução e número de torneios do país e consiga manter quase que toda semana um evento valendo pontos pela ATP em nosso território. Nesta semana, por exemplo, temos o chalenger de Florianópolis(o segundo na temporada), o future de Uberaba além de mais uma etapa da Copa Petrobrás, desta vez em Assunção, no Paraguai. Os brasileiros estão aproveitando esses torneios e ganhando pontos no ranking mundial.

Quem sabe não terminemos o ano com uma dupla no masters, entre as oito do mundo, três atletas entre os 100 melhores e 15 na margem dos 300. O tênis está voltando a dar seus Aces, winners de devolução, lobbes e voleios. Ao contrário dos anos anteriores, como diz o começo da matéria.
Ah, para que não leu ainda o livro "Aqui tem", de André Kfouri sobre Fernando Meligeni não sabe o que está perdendo! Vale a pena conferir!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Meio Século De Transformações no Futebol

Depois de 5 títulos em 5 décadas, o que se vê no futebol brasileiro é uma supervalorização que desvaloriza o País

por Maurício Batista Destri

No ultimo domingo (30), comemorou-se os 50 anos da primeira conquista brasileira em copas do mundo. Pelé tinha apenas 17 anos, marcou 6 gols, já era titular absoluto e começava-se a perceber que Edson Arantes do Nascimento não seria qualquer um. O time de 58, seguido pelo de 62, serviu de consagração tanto para Pelé quanto para o próprio time brasileiro, que, tendo perdido a Jules Rimet para o Uruguai, que diante de 200 mil pessoas no maracanã, conquistou seu segundo titulo mundial, e provavelmente, o ultimo.

Jogando com Gilmar, Garrincha, Pepe, Pelé e companhia, a seleção de 58 realmente era a seleção Do Brasil, isto é, os melhores jogadores dos times brasileiros reunidos: Djalma Santos, da Portuguesa; o capitão Bellini, do Vasco; Didi e Nilton Santos, do Botafogo, Feola, São Paulo. Até o Bangu cedeu um jogador, o zagueiro Zózimo. Hoje o que vemos é absolutamente o oposto. Contamos nos dedos os jogadores que vestem a camisa de um clube brasileiro. Vamos pegar, por exemplo, a ultima convocação para uma copa do mundo. Os únicos 3 jogadores que atuavam no Brasil convocados por Carlos Alberto Parreira para disputar a copa de 2006 foram Rogério Ceni e Mineiro (São Paulo), e o meia Ricardinho, que atuava pelo Corinthians.


Será que isto ocorre devido a uma hiper-valorização do jogador brasileiro no exterior? Ou será que nossa economia é tão fraca a ponto de não conseguirmos sequer discutir valores com um time europeu? Recentemente, Felipão foi contratado para treinar o time do Chelsea, de Londres. Lá, o técnico gaúcho receberá 21 milhões de reais por ano, pouco menos de 2 milhões por mês. Como manter um técnico deste no Brasil? O maior salário de um treinador atualmente no Brasil é de R$ 500 mil, valor pago pela Traffic a Vanderlei Luxemburgo. Mesmo para os padrões brasileiros, esta quantia é muito alta, já que como o técnico mais valorizado no mercado brasileiro, Vanderlei exige que lhe paguem o mesmo valor que um clube europeu pagaria. Será que há solução para o êxodo de craques do Brasil? E craque, aqui, não significa só bom de bola com os pés, pois temos vários exemplos de brasileiros indo para o exterior integrar a diretoria ou comissão técnica de diversos clubes, como é o caso de Leonardo - que hoje atua como dirigente do Milan - ou mesmo do recém contratado Carlos Pracidelli, ex-preparador de goleiros do Palmeiras que agora integrará a comissão técnica do Chelsea.


Como bem disse o PVC, a única solução possível para tal fenômeno é que a economia brasileira se equipare a dos países europeus para que possamos pagar a nossos craques cifras equivalentes ao que ganhariam lá fora. Mas como competir com um magnata russo que, após as privatizações que ocorreram com o fim da União Soviética, tornou-se bilionário e injeta milhões de libras no clube que comprou para lavar todo o dinheiro ilegal? Algo que efetivamente ajuda um jogador a não desistir do Brasil como lugar de trabalho é o clube possuir uma infra-estrutura que possa competir com times estrangeiros. Um bom CT, um ótimo centro de recuperação para atletas, um excelente estádio e salários em dia são coisas que fazem o atleta pensar duas vezes antes de se mudar para um país desconhecido. A melhoria da estrutura dos clubes, talvez sirva de alento para os que desejam ver na seleção brasileira mais jogadores nacionais e menos atletas que até o português esqueceram.

CHICqueirão

Na segunda feira, o Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou a reforma do Palestra Itália, que atualmente abriga humildes 32 mil pessoas, em uma moderníssima arena com capacidade para 45 mil espectadores, com os recursos da investidora WTorre, que promete transformar o Parque Antarctica no estádio mais moderno do país. Coisa de primeiro mundo.

Linha Dura

A NBA contratou um general do exército para chefiar a comissão de arbitragem. Ronald L. Johnson foi nomeado após o escândalo envolvendo o ex-arbitro Tim Donaghy, que manipulava resultados para elevar a audiência das partidas. Se alguém se envolver em fraude, manda pro Iraque!

Pa e Bola

Ronaldo Desempregado? Ibson no São Paulo? Ronaldinho no Chelsea? Duelo de Williams de novo em Wimbledon? Honda e Senna juntos novamente? Robinho + 50 milhões de euros por Cristiano Ronaldo? E a paradinha, pode? 100ª visita no blog?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

André Lima se apresenta no São Paulo

André Lima assina contrato de empréstimo por um ano com o São Paulo, mas só poderá atuar em agosto

por Maurício Batista Destri

Hoje pela manhã, o atacante André Lima assinou seu contrato como o novo reforço do São Paulo para a próxima temporada. Após passagem pelo Hertha Berlim da Alemanha, André fica no Brasil por pelo menos um ano, já que o contrato de empréstimo vai até Agosto de 2009.


André foi revelado pelo Madureira com 18 anos, transferiu-se para o Vasco, e lá ficou conhecido por um gol que curiosamente não deixou a torcida vascaína tão feliz assim. Foi em 2004, quando o Vasco perdia do Palmeiras por 4 a 0 em São Januário, e André diminuiu, porém comemorou exageradamente, o que levou a torcida a criar uma antipatia enorme por André.


Do Vasco, passou brevemente pelo KFC Germinal Beerschot da Bélgica, time sem expressão. Tão inexpressivo que, saindo de lá, voltou para o Madureira, onde teve boa atuação e conquistou a Taça Rio 2006, o segundo turno do campeonato carioca. Após bela passagem pelo Madureira, foi para o Botafogo, onde foi vice-artilheiro do time no Campeonato Brasileiro e novamente conquistou a Taça Rio. Diferentemente dos vascaínos, a torcida botafoguense considerava André Lima um verdadeiro ídolo, mesmo porque André declarou que é botafoguense de coração. Apesar da predileção pelo clube alvinegro, reconhece a importância do São Paulo: “Sempre foi um desejo meu jogar no São Paulo, já que esse é um dos únicos clubes com estrutura européia e que está sempre disputando títulos. Tinha esse desejo e estou muito feliz por conseguir realizar" - declara André.


Em agosto de 2007, André foi vendido para o Hertha Berlim por R$ 2 milhões, onde fez seu primeiro gol no jogo de estréia, porem só marcou 4 gols no período em que ficou na Alemanha.
No São Paulo, André re-encontrará alguns de seus companheiros de Botafogo. - "Conheço muito bem o Joilson [lateral-direito] e o Juninho [zagueiro], além do Alex [zagueiro], que era meu companheiro de quarto na época do Botafogo. A presença dos três com certeza vai ajudar na minha adaptação" – diz ele. Com a possível saída de Dagoberto, o São Paulo ficaria sem um reserva para a posição, que atualmente conta com Aloísio, Borges, Eder Luis, Dagoberto e o jovem Roni, de apenas 17 anos.


Boa sorte a André Lima, que chega nesta semana ao tricolor, mas só poderá atuar dia 3 de Agosto, quando a janela de transferências do exterior for aberta. Além de André Lima, foi falado que o São Paulo poderia contar com Cleber Santana e repatriar o zagueiro Rodrigo, que treina no Reffis. O atual bicampeão brasileiro vive boa fase após 3 vitórias consecutivas e briga pelo tri, mas neste ano de 2008 encontrará um caminho bem mais tortuoso até o titulo já que Palmeiras, Inter, Flamengo e Cruzeiro Vêm com forte elenco para a temporada.

Profissionalismo
O técnico Muricy Ramalho disse em entrevista coletiva ter recebido proposta milionária do clube Al-saad, do Qatar. Segundo um jornal local, Muricy receberia 2 milhões de dólares por ano, ou seja, mais ou menos R$ 3,5 milhões. Muricy declarou que dinheiro não está em primeiro lugar para ele, que quer respaldo da diretoria, afim de não se sentir pressionado para sair quando o time apresenta baixa produtividade.

Euro 2008
A Espanha bateu a Rússia por 3 a 0 na tarde desta Quinta-Feira e enfrentará a Alemanha, que na Terça, ganhou no sufoco da dedicada Seleção Turca por 3 a 2. Será uma final digna de Copa do Mundo. A Seleção Espanhola, que normalmente acaba por não chegar até as fases derradeiras das competições que disputa, desta vez tem apresentado um futebol convincente e enfrentará a Alemanha de igual para igual, quem sabe, no melhor jogo do ano.

Wimbledon
Marcelo Melo e André Sá ganharam da dupla formada pelo sueco Johan Brunstrom e pelo australiano Adam Feeney com parciais de 6-1, 6-2, 4-6 e 6-4, chegando às oitavas de final do lendário torneio londrino.

Libertadores
Apesar da derrota por 4 a 2 para a LDU fora de casa, o Fluminense se concentra para o clássico contra o Botafogo, que acontece domingo, no Maracanã, as 18h20. Washington ainda é duvida para a finalíssima, com estiramento na panturrilha. Lembrando que na final a regra de gols fora de casa não vale, e o Flu terá que vencer por 2 gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

PARTIDA DE 5 SETS ELIMINA BRASILEIRO DE WIMBLEDON

Principal tenista do país, Thomaz Bellucci, perde a chance de avançar no Grand Slam após um jogo de 3h42 minutos
Por Murilo Borges

O atual número 1 do Brasil, Thomaz Bellucci, deixou escapar a chance de seguir em frente no Grand Slam inglês depois de ser derrotado por Simon Stadler (172º no ranking de entradas da ATP) em uma partida que durou quase 4 horas. Com parciais de 3/6, 6/3, 6/1, 6/7 (5-7) e 8/6 o alemão venceu o menino paulista do Tietê nesta quinta-feira e enfrentará na terceira rodada de Wimbledon o cipriota Marcos Baghdatis, cabeça-de-chave número dez, que passou com um triplo 6/4 pelo sueco Thomas Johansson também na tarde de hoje.


Bellucci começou o jogo muito bem, ótimos saques e diversos winners faziam com que ele ganhasse seus games com uma certa facilidade. Conseguiu quebrar o saque do adversário no quinto game e levou a vantagem até o fim, fechando assim o primeiro set em 3/6 com 35 minutos jogados. No segundo, o brasileiro continou com o ritmo forte e chegou a abrir 2/0 no placar, mas depois disso, perdeu completamente sua concentração e cometeu muitos erros não forçados o que custou ao paulista não só o segundo set como também o terceiro, esse último vencido facilmente pelo alemão.


A partir do quarto game do quarto set, Bellucci se reencontrou com seu saque e winners e forçou um tie-break equilibradíssimo, no qual saiu vencedor. O quinto e decisivo set foi decidido nos detalhes e foi ai que o brasileiro acabou perdendo a chance de avanaçar para a terceira rodada do torneio. No décimo game do set, o brasileiro vencia por 5 a 4, e estava com um 15/30 no saque de seu adversário a apenas dois pontos da vitória, porém deixou escapar esta chance e dois games depois acabou sofrendo a quebra e o jogo foi decidido em favor do alemão Simon Stadler.


De qualquer forma, o Brasil volta a ter um tenista que ousa e arrisca em seus golpes. O jovem de apenas 20 anos tem muito o que aprimorar ainda. Mesmo fazendo 60 winners durante a partida, ele ainda sofre por não ter uma regularidade no decorrer do jogo o que o prejudica muito, tanto na parte psicológica quanto na motivacional do atleta.
Fonte Fotográfia: Portal Terra

terça-feira, 24 de junho de 2008

Brasileiro pega alemão pela 2ª fase de Wimbledon

Confirmando a boa fase, Bellucci é o primeiro brasileiro a vencer no Grand Slam londrino desde 2003
Por Murilo Borges

Thomaz Bellucci, atual número 1 do Brasil, enfrentará o alemão Simon Stadler, número 172 do mundo, amanhã pela segunda-fase do torneio de Wimbledon. O paulista venceu o russo Igor Kunitsyn por 3 sets a 1, e foi o primeiro brasileiro a vencer uma partida no Grand Slam londrino desde 2003, enquanto o alemão derrotou o cabeça-de-chave número 18 do torneio, o croata Ivo Karlovic que é o dono do melhor saque da ATP e também conhecido como "rei dos aces". Em 2003 os três tenistas brasileiros que disputavam o torneio, Flávio Saretta, André Sá e Gustavo Kuerten (Guga), passaram pela primeira rodada do torneio.
Os jogadores entrarão em quadra amanhã por volta das 10h30 e o vencedor da partida jogará na quinta-feira contra o vencedor do jogo entre o cipriota Marcos Baghdatis, top 10 do mundo, e o sueco Thomas Johansson, atual número 63 do ranking de entradas.
Já o brasileiro Marcos Daniel, eliminado pelo cabeça-de-chave número 9 Stanislas Wawrinka na primeira rodada do Grand Slam londrino, foi surpreendido positivamente pela notícia de que irá disputar as Olimpíadas de Pequim em 2008. Devido a desistência de pelo menos 10 jogadores o brasileiro assegurou sua vaga para os jogos na capital chinesa em agosto desse ano.
Fonte fotográfica: Terra