Mostrando postagens com marcador Guilherme C.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guilherme C.. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de setembro de 2008

Domingão do Guizão- Convidados nas olimpíadas

Quem viu os Jogos Olímpicos de Pequim viu a quantidade de atletas convidados disputando as provas. A excessão dos esportes coletivos, todas as modalidades tinha ao menos um, mas na maioria das vezes vários convidados pelas Federações Internacionais e esses, muitas vezes não tinham nível para disputar um evento tão grande como as olimpíadas.

Concordo plenamente que todos os 204 membros do Comitê Olímpico Internacional tenham representantes nos Jogos Olímpicos, mesmo que estes não tenham lá um nível muito elevado. Mas lotar cada uma das provas com uma enchurrada de convidados além de baixar o nível da competição e tirar algumas vagas de atletas que realmente estariam capacitados para a medalha, vai contra o movimento atual do Comitê Olímpico que diz que os Jogos Olímpicos não deve mais crescer.

Em Pequim 2008, vimos países com até seis atletas, como a Bolívia, disputando todas suas provas com atletas convidados. O resultado conquistado por eles não está em questão. A questão é que os Jogos ficam inchados e demorados sem ter resultados em troca.

Alguns irão dizer que isso democratiza o evento e que faz evoluir o esporte no país em questão. Democratizar o evento é muito importante, mas precisamos ter mais de 100 atletas na prova dos 50m livre masculino com apenas 50 com chances reais de passar para as semi finais? Salvo engano, foram 13 séries somente desta prova, com os tempos razoavelmente perto de uma vaga para a próxima fase somente a partir da quinta ou sexta série. Vimos em 2000 Eric Mossambano completar os 100m livre da natação num tempo que não o classificaria para os 200m. E isso fez a natação do país em questão, Guiné Equatorial, melhorou?

Em algumas categorias do judô, por exemplo, eram cerca de 35 atletas com oito deles convidados. Isso além de tirar a vaga de países com tradição no judô, coloca alguns atletas nos Jogos Olímpicos em vantagem, por estrearem diante deles. Tudo bem, querem democratizar o judô, por que não fazem um "pré olímpico" entre esses oito atletas convidados para que "apenas" dois disputem o evento e se abram outras seis vagas para os atletas conseguirem classificação.
Outro ponto é o número de atletas. O Comitê Olímpico tem excluído provas e esportes, além de limitar jogadores em algumas modalidades para que o número de atletas não passe dos 10.500 estipulados como número máximo pela entidade. Por que não cortar alguns destes convidados e aumentar o número de esportes, ou de atletas em outras modalidades.

Um terceiro ponto, que eu já vi relatos de alguns jornalistas e atletas, mas nunca me deparei com esse exemplo é realmente deplorável. Governos ditatoriais, ao serem convidados, mandam amigos ou conhecidos de seus chefes de Estado, somente para este se divertir com uma viagem para o outro lado do mundo paga pelo governo. Mas este, pelo que eu percebi, esteve fora de questão em Pequim. Mas, nunca se sabe...

A participação de todos é bem vinda. O esporte tem que abrir espaço para os menores, mas não há necessidade de um país como Burkina Fasso levar atletas no tiro, atletismo, natação e esgrima como aconteceu. Pega esses atletas convidados e coloca num torneio preeliminar com outros atletas do mesmo nível para colocar dois convidados apenas por prova. Além de diminuir os atletas, deixa os convidados com um gosto de vitória nos Jogos, vencendo esse mini pré olímpico, ao invés da vitória ser """"apenas""" estar lá, como é o caso da maioria deles.

Torço para que todos os países tenham, um dia, força no esporte o bastante para levar seus atletas com índices olímpicos. Enquanto isso não acontece, é importante que todos países tenham ao menos um homem e uma mulher participando de qualquer uma das modalidades nos Jogos.
Mas o evento não precisa ser invadido por atletas que tem suas participações bem aquém dos melhores do mundo.

Em Londres, ao que parece, o número de convidados irá aumentar ainda mais.

domingo, 31 de agosto de 2008

Desenvolvimento não é pelas medalhas

A imprensa em geral está criticando a participação brasileira nos Jogos Olímpicos, em que o país terminou em 23º no quadro de medalhas com três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Porém, se por um acaso Diego Hipólito não tivesse despencado no último salto, se Tiago Camilo não tivesse levado aquele Waza-ri, se o volei masculino, na praia e na quadra, confirmasse seu ouro e se tornasse bi campeão olímpico, se o futebol feminino levasse o ouro que merecia, se os ventos fossem fortes como Sheidt e Prada estão acostumados, o Brasil terminaria com 10 medalhas de ouro, entre os 10 primeiros no quadro de medalhas e a imprensa faria festa.
Toda a crítica que está vindo agora, principalmente da imprensa Futebolística que está fechando mais uma olimpíada e só se abrirá de novo para os outros esportes daqui a quatro anos, está focada no número de medalhas e não da forma em que o Brasil participou. Alguns ouros não vieram por pura fatalidade, e se viesse a imprensa mudaria seu discurso e aplaudiria a campanha brasileira simplesmente pelo recorde de medalhas de ouro, COMO FOI EM ATENAS.
Há quatro anos, foram "apenas" 10 medalhas e metade delas de ouro. Isso deixou o Brasil em 16º e a imprensa recebeu a delegação com festa. Agora, com 50% de medalhas a mais, o Brasil está criticando a atuação do esporte brasileiro. Não adianta se basear no número de medalhas para ver o desenvolvimente do esporte no país.
No meu blog sobre Pequim, http://www.omundoempequim.blogspot.com/ , fiz um ranking que deixa as medalhas um pouco mais de lado, e dá pontos até o oitavo colocado em cada prova. O primeiro ganha 10 pontos, o segundo 8,o terceiro 6, o quarto 5, o quinto 4 , o sexto 3, o sétimo 2 e o oitavo 1. Nele, o Brasil foi 18º com a maior pontuação da história, o que mostra que o país está evoluindo sim! Falta muito para chegar num patamar próximo a uma potência olímpica, mas estamos engatinhando.
Cuba foi 28º no quadro de medalhas com dois ouros. Todos estão falando que o esporte lá decaiu, que agora nunca mais subirão. Poxa, eles levaram 28 medalhas e foram o 11º no ranking por pontos. Eles estão em muitos esportes chegando, ainda são uma potência olímpica.
Fatalidades não podem ser julgamento do desenvolvimento do esporte em um país. O que tem de ser parâmetro para o desenvolvimento é o número de finais, o número de esportes que o país fica entre os primeiros, o número de atletas com chances de medalhas. O COB divulga isso e todos os comentaristas FUTEBOLÍSTICOS criticam a forma que o Comitê apurou o resultado de Pequim 2008.
O número de medalhas em Atlanta 1996 foi 15. O número de Pequim 2008 também foi 15. O número de finalistas há 12 anos foi 22, o número de finalistas em 2008 foi 38, quase o dobro! E ninguém dá valor para isso. O esporte está evoluindo sim, os números mostram. Chegamos a Pequim com 38 chances de medalhas, em Atlanta eram 22.
O Comitê Olímpico Brasileiro tem seus defeitos. Tem suas corrupções, tem suas robalheiras. Mas a forma que ele mediu o desempenho de Pequim não foi errada. Foi muito certa. O problema é que a cabeça do brasileiro ainda é focada somente na medalha. E ULTIMAMENTE tem se focado somente nas de ouro.
Espero que para Londres o Brasil chegue com mais chances de medalhas, tenha mais finais e consequentemente o número de pódios aumente. Mas para isso, precisa ter quatro anos de trabalho duro, nas escuras, com pouco apoio, estrutura pequena, público quase nulo nas competições no Brasil. Para daqui a quatro anos ser julgado inustamente pelo público leigo...Tem que ter MUITA, MAS MUITA VONTADE para ser atleta no Brasil. Aqui, o quarto lugar não importa, o oitavo lugar é esquecido. Só vale a medalha, e muitas vezes você mesmo com a medalha sai como vilão.Pois esta não veio de ouro.

domingo, 17 de agosto de 2008

Domingão do Guizão - Um negócio da China

As olimpíadas já estão na metade, o Brasil garantiu um ouro e quatro bronzes, tive minhas decepções, tive minhas surpresas, tenho minhas confianças para que o Brasil supere os cinco ouros de Atenas, as 15 medalhas de Atlante e a 16ª posição de 2004.
Porém, o que está me encucando são as destribuições das chaves nos mais variados torneios do maior evento esportivo do mundo. Curiosamente, sempre, SEMPRE os chineses são beneficiados, encontrando com os melhores somente na final. E esses melhores chegam exaustos por terem batido todos os outros melhores para chegar a decisão.
O exemplo mais gritante é o volei de praia. De um lado, duas duplas brasileiras, uma que contrém uma campeã olímpica da Austrália, além da melhor dupla do mundo, Welsh e May dos EUA. Do outro, a dupla americana mais fraca, as duas chinesas e uma dupla fraca da Áustria. Estranho não? Mas isso é só o começo.
Handebol feminino. Em um grupo temos a Rússia,Hungria, Coréia do Sul, Brasil, Suécia e Alemanha. Todas fortes, tanto que o equilíbrio foi a marca da chave, com jogos duríssimos e todos os times com ao menos uma vitória. Na chave oposta, três equipes fortes: França, Romênia e Noruega, e três fracas: Angola, Cazaquistão e China! Goleadas das três equipes européias marcaram o grupo, enquanto os "saco de pancadas" lutam pela última vaga.
Basquete feminino a situação parecida. Em um grupo as potências Brasil, Austrália, Rússia, Bielorússia, Coréia e Letônia. No outro, com a China presente, temos Mali e Nova Zelândia, seleções claramente em um nível menor que o olímpico.
No futebol feminino, o sorteio fez de tudo para que Brasil, Alemanha e EUA se matassem antes da final. Inteligentes foram as americanas, que ficaram em segundo de seu grupo, e se livraram de um confronto com o Brasil nas quartas. Agora, na semi, as duas melhores seleções do mundo.
No atletismo, nas provas eliminatórias, alguns se classificam pela posição em sua série e outros pelos melhores tempos dentre os não classificados. As séries dos chineses são sempre mais fracas. No judô, muitas vezes os últimos medalhistas em mundiais e olimpíadas foram se enfrentando de um lado da chave enquanto um chinês tinha lutas fáceis do outro lado.
O problema é que a China não é boa nestes esportes e ainda está zerada no atletismo, ganhou algumas mas desperdiçou lutas fáceis no judô, já perdeu no futebol feminino para a fraca equipe do Japão...
As olimpíadas muitas vezes pode ser considerado um negócio da China...Mas tudo isso poder ser só coincidência
Se vira nos 30 Os narradores da incrível prova dos 50m livre. Eles tem menos de 30s, por volta de 21s, para falar sobre a prova em que todos chegam muito juntos, que muita água voa e que as fantásticas câmeras sub-aquáticas que pegam apenas dois atletas reinam. Resta aos narradores fazer que nem Galvão, que ficou no "Vamo Cielo, vamo Cielo" durante os 21s da prova.
Video cassetada Tudo bem, a ginástica artística brasileira evoluiu. De nenhuma representante em 96, para duas em 2000, para um equipe fora da final em 2004 e para uma final em 2008. De um 24º lugar de Danielle em 2000 para um 10º de Jade em 2008. De nenhuma final individual por aparelho em 2000,para uma em 2004 e três em 2008. Parabéns pela evolução.
Mas Diego Hipólito caindo hoje foi digno de video cassetada. Fiquei realmente decepcionado, mas aplaudo esse cara de pé porque ele irá se reerguer e estará em Londres 2012, sem video cassetadas desta vez.

domingo, 20 de julho de 2008

Reportagem da uol mostra mentalidade brasileira

Estou aqui no Canada ainda, permaneco sem acentuacao em Lingua Portuguesa mas nao gostei da materia da uol, que diz que a gestao Nuzman no COB derrubou o numero de medalhas do Brasil. Para ver a materia cloque aqui

Nao podemos negar que quando Nuzman assumiu, o Brasil foi para Atlanta e conquistou 15 medalhas. Nos ultimos dois Jogos, o atual presidente do COB trouxe de volta apenas 12 e 10 medalhas, caindo o numero de podios.
Porem, o que a materia nao lembra e o aumento de numero de finais conquistadas. Em Atlanta foram 15 medalhas mas apenas 22 finais. Em Sydney foram 28 finais e 12 medalhas e em Atenas 30 finais e 10 medalhas.
Esses numeros provam que realmente o Brasil evoluiu no esporte. Hoje em dia, somos competitivos em quase todas as provas masculinas da natacao, enquanto em Sydney chegamos apenas em duas finais. No atletismo, temos atletas brilhantes em todos os tipos de saltos alem das provas de revezamento e de fundo. Em Atenas foram apenas duas finais no atletismo.
A ginastica e o tawekondo evoluiram muito e tem chances reais de estrear no podio olimpico para o nosso pais em Pequim. Alem disso, o handebol se tornou hegemonico no continente de uma vez por todas enquanto nosso volei vai de vento em polpa, com titulos em todas as categorias, tanto nas quadras quanto nas areias.

Essas evolucoes que talvez nao virem medalhas sao esquecidas por todos. O que o poco e a imprensa brasileira gosta e de medalha. Nao importa se voce e quarto ou vigesimo nono, se voce nao subiu ao podio, voce nao tem destaque.

Eu sei que o nosso presidente do Comite Olimpico Carlos Arthur Nunzman nao e um homem perfeito, mas deu ao Brasil a oportunidade de conhecer todos os esportes, ja que as TVs e a imprensa brasileira so falam de alguns esportes como canoagem, remo, tiro e tiro com arco durante os Jogos Olimpicos e Pan-americanos. Com a politica implantada por Nuzman, o Brasil se tornou figurinha carimbada em olimpiadas nestes esportes, mesmo sem lutar por medalhas.

E dificil realizar isso, mas para o futuro do esporte no pais e muito melhor conquistar varios quartos, quintos e sextos lugares do que algumas medalhas de bronze. Mas poucos tem isso em mente. Poucos ligam para posicoes intermediarias. Poucos sabem a importancia que uma decima quinta posicao para o ciclismo brasileiro tem. Se um brasileiro ficar nesta posicao nas olimpiadas, a imprensa em geral nao vai dar destaque, vai apenas cita-lo durante a noticia dos medalhistas.

A reportagem da UOL demonstra a cabeca do brasileiro. Se derrubou o numero de medalhas quer dizer que o esporte piorou. E isso nao e verdade e numeros de finais mostram isso!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jornalista futebolístico X Jornalista esportivo

A imprensa brasileira tem brilhantes jornalistas futebolísticos. Em questão de segundos posso citar mais de dez. Na minha opnião o melhor é Juca Kfouri. Além de um brilhante intendor do assunto, é politizado e escreve muito bem, tanto em suas colunas nos jornais como seus livros.
Respeito, aplaudo e por que não dizer que é meu ídolo dentre os comentaristas de futebol.
F-U-T-E-B-O-L

É aí que entra outro problema da imprensa brasileira. Os jornalistas esportivos realmente são pouquíssimos. O maior de todos, Àlvaro José, que consegue entender da maioria dos esportes e não coloca o futebol em primeiro tempo. Ao contrário de Orlando Duarte que, é apaixonado por esportes, mas tem seu "carro-chefe" o futebol.

A coisa que mais me irrita é que na época de olimpíada e de Jogos Pan-americanos todos esses Jornalistas futebolísticos fingem entender de todos os esportes olímpicos. Flávio Prado é o primeiro a abrir a boca para reclamar da participação do Brasil em Jogos Olímpicos. Mas que moral ele tem para criticar o Robert Sheidt, como o fez nas olimpíadas de 2000 depois que o brasileiro perdeu o ouro na última regata.
Juca Kfouri me reclama em seu blog da uol da participação do Brasil no mundial do atletismo. Só pelo fato de o Brasil ter levado "apenas' uma prata. Mas ele não se deu ao menos o trabalho de ver que o Brasil chegou em oito finais, no melhor resultado da história do país em termos qualitativos.

Juca e Flavio foram meus inspiradores no futebol, minha primeira paixão esportiva. Via Cartão Verde, da TV Cultura, aos domingos e os dois me "incentivaram" de alguma forma à tentar ser jornalista na minah vida. Agora, eles só entendem de futebol em termos de esporte. Não intendem NADA de olimpíada e durante 15 dias opniam em todas as modalidades em todos os esportes.

Juca ainda comenta sobre a "política" do COB. Sempre critica o presidente atual do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que tem uma brilhante participação na história do esporte brasileiro, jogando na seleção de volei e posteriormente dirigindo a Confederação Brasileira do esporte em que o consagrou.
Tudo bem que Nuzman não é a melhor pessoa do mundo, tem seus defeitos mas Juca criticá-lo é demais. Nuzman assumiu o poder do esporte olímpico brasileiro em 1995 e com sua política de profissionalização do esporte conseguiu levar o Brasil a 37 medalhas em três jogos Olímpicos. Conseguiu a Lei Piva, que dá cerca de R$ 40mi anualmente ao esporte além da Lei de Incentivo ao Esporte.

O Brasil necessita de jornalistas que dediquem seu tempo a esportes olímpicos, e mesmo os não olímpicos. Por que temos tantas revistas especializadas em futebol(Que, em época de Pan e olimpíadas, curiosamente viram revistas ESPORTIVAS), e não temos uma, sequer uma revista esportiva, sobre todos esportes. Claro, tem revistas especializadas em ciclismo, automobilismo, triatlo, surf...Mas nenhuma em esportes em geral. É isso que falta nas nossas bancas de jornais.

Em agosto, vamos ver os jornalistas de futebol, se mostrando entender de ciclismo, natação e atletismo. Agora, nenhum deles acompanha o dia a dia dos nosso heróis olímpicos durante quatro anos. Só querem o filé...
Mas, volto a dizer que são, em geral, grandes jornalistas de futebol, grandes pessoas e, muitas vezes, com brilhantes noções de política. Mas quanto aos esportes em geral...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Jogo com cara de segundona

Em um jogo digno de série B, muito truncado, com muitas faltas e catimba, Corinthians e Bragantino ficaram no 1x1 em Ribeirão Preto, resultado que deixou o Corinthians na liderança do campeonato, com 20 pontos. Por um lado, o Timão manteve sua invencibilidade no torneio. Por outro, o Bragantino arrancou um empate do time mais temido do torneio e chegou aos nove pontos, se distanciando da zona de rebaixamento. No fim, resultado justo.

Quem viu o jogo pela Globo, que abriu mão da final da Libertadores para transmitir a Série B, observava o "BRA" de Bragantino na parte superior da tela e lembrava do futebol apresentado pela seleção brasileira atual tamanha a mediocridade da partida.

O primeiro tempo do Corinthians em nada lembrou os momentos do início da Série B, quando conseguiu vitória por goleadas e sem dificuldades, e o time foi até ameaçado pela equipe de Bragança, principalmente num penalti não marcado de Chicão em cima do atacante Nunes. Com Douglas apático, os 45 minutos se passaram e as únicas emoções vividas na transmissões da Globo foram os gols da partida, que parecia estar bastante movimentada, entre Fluminense e LDU, que teve seu primeiro tempo terminado em 4x1 para o time equatoriano.

O segundo tempo começou com mudanças para o Corinthians. O técnico Mano Menezes tirou Carlos Alberto e Saci e colocou Acosta e Alessandro, avançando o time, que passou a jogar praticamente com três atacantes.

Porém, quem saiu na frente foi o Bragantino, numa cobrança de falta de Pará, em que o goleiro Julio César não pulou tão bem e poderia ter evitado o gol. O jovem goleiro corintiano tem futuro, mas não pode ser titular num time que tem Felipe, que apesar da falha na final da Copa do Brasil é um grande goleiro.

O Corinthians teve uma chance de ouro com Acosta, que entrou muito bem no jogo e, agora com a camisa 25, está lembrando os velhos tempos de Nautico. O uruguaio passou por dois defendores e chutou no travessão, dando pinta que o empate seria questão de tempo...
Aos 22 minutos, Moradei pediu para ser expulso. O ex-volante do Corinthians xingou todas as gerações da família do árbitro Claudinei Silva.

No escanteio seguinte, depois de muita reclamação dos atletas do Bragantino, o árbitro irritou ainda mais os jogadores do time da casa quando marcou um penalti de Da Silva em Acosta. Foi aquele penalti que ninguém dá, mas é penalti. Na cobrança de falta, o zagueiro empurrou o atacante corintiano, dando-lhe uma gravata. A bola passou longe da dupla, mas o árbitro acertadamente deu penalti.

Foi um festival de amarelos para os jogadores do time de Bragança. Indignados, os 9 atletas de linha partiram para cima do juiz. Chicão, que não tinha nada com isso, bateu bem o penalti e empatou a partida.
O Corinthians, com um a mais, tinha mais de 20 minutos para desempatar mas não teve competência para tal. O inexpressivo Lima entrou no lugar do sumido Nilton e nada fez.
Herrera falhou demais enquanto Douglas apareceu para o jogo mas errou passes na hora "H" e não se mostrou o mesmo de outras partidas.

O time teve algumas chances, mas pelo jeito não sabe jogar com um a mais. Ao invés de atacar com calma, tocando a bola, preferiu rifá-la e levantá-la na área, esperando que um dos quatro atacante em campo fizesse algo. E não deu...

O Corinthians segue líder da Série B, mas parece ter perdido o embalo e empatou duas vezes no interior de São Paulo depois de 6 vitórias nas 6 primeiras partidas. O acesso para a Série A deve vir sem maiores dificuldades, mas o bom futebol precisa voltar.