COLUNA DO MURILO

Infelizmente, não pudermos ver tantos atletas brilharem individualmente nos esportes, mas com certeza alguns representaram muito bem o Brasil. Dois deles foram capazes de comover multidões e aumentar o patriotismo em nosso país, são eles? Ayrton Senna e Gustavo Kuerten.
Qual o brasileiro que não se comove com a “musiquinha” que a Rede Globo tocava quando Senna vencia as corridas? Que fanático não foi às lágrimas com as vitórias de Guga em Roland Garros? E por outro lado, qual brasileiro não chorou e lamentou a morte de Senna no GP de Ímola no dia primeiro de Março de 1994? Quem não se entristeceu com a despedida do Guga das quadras?
Afinal, quem foi o maior ídolo do esporte individual brasileiro? Não estou aqui para comparar o Senna com o Guga e sim para ressaltar a importância desses dois atletas no cotidiano do brasileiro. Eram dois brasileiros que amavam representar o país, Senna com sua seriedade, disciplina e resultados, enquanto Guga com seu jeito despojado, alegre e feliz de ser.

Não tenho dúvida de que Senna foi mais adorado pelo povo brasileiro, muitas famílias reuniam-se domingo de manhã para ver o rei das pistas em ação. O automobilismo sempre foi um dos grandes esportes do Brasil, tanto que já tínhamos corredores de alto nível como Nelson Piquet e Emerson Fitippaldi, ambos campeões mundiais de Fórmula–1. Mas Senna foi diferente, seu arrojo e determinação em busca da vitória fascinava o país e a morte, no ápice de sua carreira, foi tão trágica que até os que não eram fãs do automobilismo ficaram sentidos na época. Com certeza Senna morreu como herói de uma nação. O lado bom é que o Brasil continuou com bons pilotos, pois hoje podemos ver o Massa brigando pelo título da Fórmula-1, Rubinho como o piloto que mais disputou corridas de todos os tempos e as jovens promessas, Nelsinho Piquet, Bruno Senna e Lucas Di Grassi com um nome forte no cenário mundial.
No tênis a his
tória é diferente. Pouco se sabia sobre o esporte no Brasil antes do dia oito de Junho de 1997 quando um jovem cabeludo, desajeitado, com uma roupa colorida que representava as cores de seu país venceu Roland Garros e ganhou dois países inteiros de fans. Os países são a França e o Brasil e o garoto Gustavo Kuerten, o Guga. O carisma do tenista ganhou rapidamente o carinho de todos e o tênis tornou-se mais popular no país, diferente do que ocorreu com o automobilismo. Guga é uma pessoa única que “criou” um esporte no Brasil, se hoje assistimos tênis na televisão é graças a este menino de Florianópolis que brilhou em um esporte que não tem apoio nenhum no Brasil. Ao contrário do automobilismo (mais uma vez), o tênis brasileiro passa por um momento muito ruim e não parece ter grandes promessas surgindo.
Poderia citar pelo menos dez grandes prêmios em que Senna deu show e umas outras 10 partidas em que Guga chamou atenção do mundo com sua paralela de esquerda, mas não quero me estender.Não tenho dúvida de que Senna e Guga foram únicos. Mas enquanto Senna brilhou em um esporte tradicional de nosso país, Guga surgiu do nada e ensinou o Brasil a gostar do tênis.
Qual o brasileiro que não se comove com a “musiquinha” que a Rede Globo tocava quando Senna vencia as corridas? Que fanático não foi às lágrimas com as vitórias de Guga em Roland Garros? E por outro lado, qual brasileiro não chorou e lamentou a morte de Senna no GP de Ímola no dia primeiro de Março de 1994? Quem não se entristeceu com a despedida do Guga das quadras?
Afinal, quem foi o maior ídolo do esporte individual brasileiro? Não estou aqui para comparar o Senna com o Guga e sim para ressaltar a importância desses dois atletas no cotidiano do brasileiro. Eram dois brasileiros que amavam representar o país, Senna com sua seriedade, disciplina e resultados, enquanto Guga com seu jeito despojado, alegre e feliz de ser.

Não tenho dúvida de que Senna foi mais adorado pelo povo brasileiro, muitas famílias reuniam-se domingo de manhã para ver o rei das pistas em ação. O automobilismo sempre foi um dos grandes esportes do Brasil, tanto que já tínhamos corredores de alto nível como Nelson Piquet e Emerson Fitippaldi, ambos campeões mundiais de Fórmula–1. Mas Senna foi diferente, seu arrojo e determinação em busca da vitória fascinava o país e a morte, no ápice de sua carreira, foi tão trágica que até os que não eram fãs do automobilismo ficaram sentidos na época. Com certeza Senna morreu como herói de uma nação. O lado bom é que o Brasil continuou com bons pilotos, pois hoje podemos ver o Massa brigando pelo título da Fórmula-1, Rubinho como o piloto que mais disputou corridas de todos os tempos e as jovens promessas, Nelsinho Piquet, Bruno Senna e Lucas Di Grassi com um nome forte no cenário mundial.
No tênis a his
tória é diferente. Pouco se sabia sobre o esporte no Brasil antes do dia oito de Junho de 1997 quando um jovem cabeludo, desajeitado, com uma roupa colorida que representava as cores de seu país venceu Roland Garros e ganhou dois países inteiros de fans. Os países são a França e o Brasil e o garoto Gustavo Kuerten, o Guga. O carisma do tenista ganhou rapidamente o carinho de todos e o tênis tornou-se mais popular no país, diferente do que ocorreu com o automobilismo. Guga é uma pessoa única que “criou” um esporte no Brasil, se hoje assistimos tênis na televisão é graças a este menino de Florianópolis que brilhou em um esporte que não tem apoio nenhum no Brasil. Ao contrário do automobilismo (mais uma vez), o tênis brasileiro passa por um momento muito ruim e não parece ter grandes promessas surgindo.Poderia citar pelo menos dez grandes prêmios em que Senna deu show e umas outras 10 partidas em que Guga chamou atenção do mundo com sua paralela de esquerda, mas não quero me estender.Não tenho dúvida de que Senna e Guga foram únicos. Mas enquanto Senna brilhou em um esporte tradicional de nosso país, Guga surgiu do nada e ensinou o Brasil a gostar do tênis.
