domingo, 29 de junho de 2008
SENNA X ALONSO - FUTEBOL X FÓRMULA-1 - BRASIL X ESPANHA
sexta-feira, 27 de junho de 2008
André Lima se apresenta no São Paulo
Hoje pela manhã, o atacante André Lima assinou seu contrato como o novo reforço do São Paulo para a próxima temporada. Após passagem pelo Hertha Berlim da Alemanha, André fica no Brasil por pelo menos um ano, já que o contrato de empréstimo vai até Agosto de 2009.

No São Paulo, André re-encontrará alguns de seus companheiros de Botafogo. - "Conheço muito bem o Joilson [lateral-direito] e o Juninho [zagueiro], além do Alex [zagueiro], que era meu companheiro de quarto na época do Botafogo. A presença dos três com certeza vai ajudar na minha adaptação" – diz ele. Com a possível saída de Dagoberto, o São Paulo ficaria sem um reserva para a posição, que atualmente conta com Aloísio, Borges, Eder Luis, Dagoberto e o jovem Roni, de apenas 17 anos.
Profissionalismo
O técnico Muricy Ramalho disse em entrevista coletiva ter recebido proposta milionária do clube Al-saad, do Qatar. Segundo um jornal local, Muricy receberia 2 milhões de dólares por ano, ou seja, mais ou menos R$ 3,5 milhões. Muricy declarou que dinheiro não está em primeiro lugar para ele, que quer respaldo da diretoria, afim de não se sentir pressionado para sair quando o time apresenta baixa produtividade.
Euro 2008
A Espanha bateu a Rússia por 3 a 0 na tarde desta Quinta-Feira e enfrentará a Alemanha, que na Terça, ganhou no sufoco da dedicada Seleção Turca por 3 a 2. Será uma final digna de Copa do Mundo. A Seleção Espanhola, que normalmente acaba por não chegar até as fases derradeiras das competições que disputa, desta vez tem apresentado um futebol convincente e enfrentará a Alemanha de igual para igual, quem sabe, no melhor jogo do ano.
Wimbledon
Marcelo Melo e André Sá ganharam da dupla formada pelo sueco Johan Brunstrom e pelo australiano Adam Feeney com parciais de 6-1, 6-2, 4-6 e 6-4, chegando às oitavas de final do lendário torneio londrino.
Libertadores
Apesar da derrota por 4 a 2 para a LDU fora de casa, o Fluminense se concentra para o clássico contra o Botafogo, que acontece domingo, no Maracanã, as 18h20. Washington ainda é duvida para a finalíssima, com estiramento na panturrilha. Lembrando que na final a regra de gols fora de casa não vale, e o Flu terá que vencer por 2 gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis.
BRASILEIRA DE 17 ANOS CONQUISTA VAGA PARA PEQUIM
Por Guilherme Amorim de Souza

Para tanto, Rosângela teve que passar por Lucimar Aparecida de Moura (índice A na prova). A atleta reagiu emocionadamente com a consagração, e disse não acreditar que ganharia, mesmo sabendo que tinha capacidade.
No mesmo dia, Vicente Lenílson também saiu vitorioso com 10s26 (seu segundo índice B). E o atleta agora está embalado para as Olímpiadas, deixando claro que a prioridade é o revezamento — cuja equipe é formada por ele, José Carlos Moreira, Bruno Tenório de Barros e Sandro Rodrigues Viana, os três que também participaram da prova dos 100m rasos masculino.
Com o final do Troféu Brasil, a nova atleta olímpica e a mais rápida do país, Rosângela, viajará para a Polônia para a disputa do Mundial Juvenil, e depois para Macau, onde terá de fazer a aclimatação para Pequim. É amigo, o ar da China não é fácil de encarar...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
SÃO PAULO CONTRATA GOLEADOR DO HERTA BERLIM
Por Murilo Borges
O jogador não se adaptou ao frio, comida, entre outras coisas no país europeu o que lhe fez pensar melhor sobre a sua carreira. O desejo de André Lima em voltar ao Brasil despertou o interesse de clubes como Santos e Internacional, além do São Paulo, e outro objetivo que o atacante pretende conquistar, ainda no ano de 2008, é a ida aos Jogos Olímpicos de Pequim. Para isso nada melhor do que voltar a atuar em um dos grandes clubes do futebol brasileiro.Jornalista futebolístico X Jornalista esportivo
A imprensa brasileira tem brilhantes jornalistas futebolísticos. Em questão de segundos posso citar mais de dez. Na minha opnião o melhor é Juca Kfouri. Além de um brilhante intendor do assunto, é politizado e escreve muito bem, tanto em suas colunas nos jornais como seus livros.
Respeito, aplaudo e por que não dizer que é meu ídolo dentre os comentaristas de futebol.
F-U-T-E-B-O-L
É aí que entra outro problema da imprensa brasileira. Os jornalistas esportivos realmente são pouquíssimos. O maior de todos, Àlvaro José, que consegue entender da maioria dos esportes e não coloca o futebol em primeiro tempo. Ao contrário de Orlando Duarte que, é apaixonado por esportes, mas tem seu "carro-chefe" o futebol.
A coisa que mais me irrita é que na época de olimpíada e de Jogos Pan-americanos todos esses Jornalistas futebolísticos fingem entender de todos os esportes olímpicos. Flávio Prado é o primeiro a abrir a boca para reclamar da participação do Brasil em Jogos Olímpicos. Mas que moral ele tem para criticar o Robert Sheidt, como o fez nas olimpíadas de 2000 depois que o brasileiro perdeu o ouro na última regata.
Juca Kfouri me reclama em seu blog da uol da participação do Brasil no mundial do atletismo. Só pelo fato de o Brasil ter levado "apenas' uma prata. Mas ele não se deu ao menos o trabalho de ver que o Brasil chegou em oito finais, no melhor resultado da história do país em termos qualitativos.
Juca e Flavio foram meus inspiradores no futebol, minha primeira paixão esportiva. Via Cartão Verde, da TV Cultura, aos domingos e os dois me "incentivaram" de alguma forma à tentar ser jornalista na minah vida. Agora, eles só entendem de futebol em termos de esporte. Não intendem NADA de olimpíada e durante 15 dias opniam em todas as modalidades em todos os esportes.
Juca ainda comenta sobre a "política" do COB. Sempre critica o presidente atual do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que tem uma brilhante participação na história do esporte brasileiro, jogando na seleção de volei e posteriormente dirigindo a Confederação Brasileira do esporte em que o consagrou.
Tudo bem que Nuzman não é a melhor pessoa do mundo, tem seus defeitos mas Juca criticá-lo é demais. Nuzman assumiu o poder do esporte olímpico brasileiro em 1995 e com sua política de profissionalização do esporte conseguiu levar o Brasil a 37 medalhas em três jogos Olímpicos. Conseguiu a Lei Piva, que dá cerca de R$ 40mi anualmente ao esporte além da Lei de Incentivo ao Esporte.
O Brasil necessita de jornalistas que dediquem seu tempo a esportes olímpicos, e mesmo os não olímpicos. Por que temos tantas revistas especializadas em futebol(Que, em época de Pan e olimpíadas, curiosamente viram revistas ESPORTIVAS), e não temos uma, sequer uma revista esportiva, sobre todos esportes. Claro, tem revistas especializadas em ciclismo, automobilismo, triatlo, surf...Mas nenhuma em esportes em geral. É isso que falta nas nossas bancas de jornais.
Em agosto, vamos ver os jornalistas de futebol, se mostrando entender de ciclismo, natação e atletismo. Agora, nenhum deles acompanha o dia a dia dos nosso heróis olímpicos durante quatro anos. Só querem o filé...
Mas, volto a dizer que são, em geral, grandes jornalistas de futebol, grandes pessoas e, muitas vezes, com brilhantes noções de política. Mas quanto aos esportes em geral...
O que "quase" quer dizer no futebol?
Isso é relativo, talvez até muito relativo, mas depois do jogo de ontem, não consigo parar de pensar sobre o assunto.
O jogo foi surpreendente desde o começo, não de um jeito impossivelmente surpreendente, mas apenas o suficiente para ser delicioso de assistir. Primeiro pelo espírito que possuem aqueles turcos, um espírito que o futebol gosta, até ama de vez em quando, mas às vezes acaba esquecendo-se dele. Foi o caso de ontem.

Não que a Alemanha merecesse ficar pelo caminho. Mas fato é: com certeza, os turcos não mereciam. Não simplesmente por tudo que fizeram até ali, mas pelo que fizeram por estarem ali. Mesmo que qualquer pessoa com a sanidade em ordem, ao ver, no canto alto da tela, que o jogo era de alemães contra turcos, facilmente poderia pensar que seria um "passeio" da Alemanha
O time turco não tem grandes jogadores, mas cada "pequeno" jogador que veste aquela camisa compensa tudo com coração. Um coração que poucas vezes caminha lado a lado com uma grande habilidade — ao menos não por muito tempo.
A Turquia jogar de igual para igual com a Alemanha não é uma coisa que se vê todo dia. Ver a Turquia jogar de igual para igual com a Alemanha, numa semi-final de Eurocopa com 10 jogadores a menos no elenco, é do tipo de coisa que só acontece uma vez na vida. E aconteceu.
E talvez as coisas corressem de forma diferente caso a Turquia estivesse sem nenhum desfalque. Se a Turquia houvesse se classificado de uma forma mais fácil, menos vibrante, menos impossível, talvez as coisas fossem completamente diferentes; talvez a Alemanha aplicasse a goleada que se imaginou.
Mas a Turquia tinha os seus 10 desfalques, tinha vindo de um jogo duro com a Croácia onde a coisa só se resolveu nos pênaltis e tinha também a alma de um time que simplesmente lutava por e para continuar lutando. Não que a Turquia não almejasse o primeiro lugar na competição, mas é que o momento sempre pareceu ser o mais importante aos olhos dos homens de vermelho. E isso simplesmente talvez porque houvesse sempre a possibilidade, por mais remota que fosse, de ir além. É fácil, pensando dessa forma, imaginar que aquele time poderia facilmente entrar em campo com o número mínimo (sete) de jogadores, e jogar um bom jogo, de cabeça erguida, e com a bola no pé. Ficou claro que a seleção turca fez o que pode na Euro, mas também fica o que aconteceria se o "quase" não se interpelasse à trajetória desse time. Quem sabe o que aconteceria?
Eu respondo: "Em se tratando da Turquia, qualquer coisa poderia acontecer!"
Mas então, como esse "quase" vai ecoar nos pensamentos das pessoas que se lembrarem desse jogo em alguém dia no futuro?
Provavelmente — principalmente se a Alemanha levantar a taça no final e não houver outro "quase" interferindo — o "quase" milagre turco há de sobreviver em frases como: "Lembra da Alemanha em 2008, que time. Lembra de como foi o jogo contra a Turquia na semi? Ah, que jogo!". Ao menos é isso que eu espero, e o mínimo que aqueles homens que defenderam a bandeira turca merecem pelo coração que traziam consigo durante tudo o que fizeram na Eurocopa. Mas os anos e os "não-quase" tão dignos ao futebol provavelmente tornarão a ode turca numa espécie de memória incompleta, daquelas que flutua na superfície do pensamento, mas que nunca chega a se concretizar. Então é possível que toda a luta dos turcos para fazer o que fizeram — e que infelizmente não puderam concretizar — acabe desaparecendo dos grandes comentários futuros sobre o que foi a Copa de 2008.
Parando para pensar, é possível que encontremos muitos outros "quases" dentro do mesmo torneiro que foi a Eurocopa; é disso que vivem os mata-matas. Essencialmente pela coisa mais bela que compõe as Copas de toda a dramaticidade que costumam ostentar. Houve o "quase" da Suécia, o da Holanda, o da Itália (apesar de esse não merecer ser lembrado), o de Portugal (ah, melhor sorte ao Felipão no Chelsea, ele merece), e alguns outros que não se fizeram tão notáveis.
Pois no fundo e na verdade o futebol se embebe desses milagres e dessas tragédias, os sucessos e insucessos trocam de lugar tantas vezes numa mesma partida e num mesmo tempo que é difícil não ser austero ao julgá-los com o passar dos anos. É aí que reside boa parte de sua mítica fulgurante dentre todos os esportes. Por isso a Alemanha merece os parabéns, pois venceu, e isso, mesmo às vezes podendo deixar de ser o maior mérito, acaba sendo o que conta nas histórias que o futebol nos narra com tanto prumo. A Alemanha venceu e mereceu a vitória, pois no fundo e na verdade o futebol concede suas bênçãos àqueles que fazem o necessário no seu tempo, e foi o que todo o coração turco não foi capaz de fazer: vencer dentro do tempo da partida.
A Turquia, mesmo derrotada merece os aplausos de todo boleiro que se preze. Merecem pelo simples fato de que tiveram o coração de lutar seus jogos impossíveis e de vencer até quando o tempo os deixou.
Parabéns ao feito heróico — não de todo milagroso — dos turcos em sua caminhada na Eurocopa de 2008. Eles merecem.
PARTIDA DE 5 SETS ELIMINA BRASILEIRO DE WIMBLEDON
Por Murilo Borges
