domingo, 17 de agosto de 2008

Domingão do Guizão - Um negócio da China

As olimpíadas já estão na metade, o Brasil garantiu um ouro e quatro bronzes, tive minhas decepções, tive minhas surpresas, tenho minhas confianças para que o Brasil supere os cinco ouros de Atenas, as 15 medalhas de Atlante e a 16ª posição de 2004.
Porém, o que está me encucando são as destribuições das chaves nos mais variados torneios do maior evento esportivo do mundo. Curiosamente, sempre, SEMPRE os chineses são beneficiados, encontrando com os melhores somente na final. E esses melhores chegam exaustos por terem batido todos os outros melhores para chegar a decisão.
O exemplo mais gritante é o volei de praia. De um lado, duas duplas brasileiras, uma que contrém uma campeã olímpica da Austrália, além da melhor dupla do mundo, Welsh e May dos EUA. Do outro, a dupla americana mais fraca, as duas chinesas e uma dupla fraca da Áustria. Estranho não? Mas isso é só o começo.
Handebol feminino. Em um grupo temos a Rússia,Hungria, Coréia do Sul, Brasil, Suécia e Alemanha. Todas fortes, tanto que o equilíbrio foi a marca da chave, com jogos duríssimos e todos os times com ao menos uma vitória. Na chave oposta, três equipes fortes: França, Romênia e Noruega, e três fracas: Angola, Cazaquistão e China! Goleadas das três equipes européias marcaram o grupo, enquanto os "saco de pancadas" lutam pela última vaga.
Basquete feminino a situação parecida. Em um grupo as potências Brasil, Austrália, Rússia, Bielorússia, Coréia e Letônia. No outro, com a China presente, temos Mali e Nova Zelândia, seleções claramente em um nível menor que o olímpico.
No futebol feminino, o sorteio fez de tudo para que Brasil, Alemanha e EUA se matassem antes da final. Inteligentes foram as americanas, que ficaram em segundo de seu grupo, e se livraram de um confronto com o Brasil nas quartas. Agora, na semi, as duas melhores seleções do mundo.
No atletismo, nas provas eliminatórias, alguns se classificam pela posição em sua série e outros pelos melhores tempos dentre os não classificados. As séries dos chineses são sempre mais fracas. No judô, muitas vezes os últimos medalhistas em mundiais e olimpíadas foram se enfrentando de um lado da chave enquanto um chinês tinha lutas fáceis do outro lado.
O problema é que a China não é boa nestes esportes e ainda está zerada no atletismo, ganhou algumas mas desperdiçou lutas fáceis no judô, já perdeu no futebol feminino para a fraca equipe do Japão...
As olimpíadas muitas vezes pode ser considerado um negócio da China...Mas tudo isso poder ser só coincidência
Se vira nos 30 Os narradores da incrível prova dos 50m livre. Eles tem menos de 30s, por volta de 21s, para falar sobre a prova em que todos chegam muito juntos, que muita água voa e que as fantásticas câmeras sub-aquáticas que pegam apenas dois atletas reinam. Resta aos narradores fazer que nem Galvão, que ficou no "Vamo Cielo, vamo Cielo" durante os 21s da prova.
Video cassetada Tudo bem, a ginástica artística brasileira evoluiu. De nenhuma representante em 96, para duas em 2000, para um equipe fora da final em 2004 e para uma final em 2008. De um 24º lugar de Danielle em 2000 para um 10º de Jade em 2008. De nenhuma final individual por aparelho em 2000,para uma em 2004 e três em 2008. Parabéns pela evolução.
Mas Diego Hipólito caindo hoje foi digno de video cassetada. Fiquei realmente decepcionado, mas aplaudo esse cara de pé porque ele irá se reerguer e estará em Londres 2012, sem video cassetadas desta vez.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O FENÔMENO MICHEAL PHELPS

COLUNA DO MURILO



O americano de 23 anos busca nas Olimpíadas de Pequim quebrar o recorde de Mark Spitz, seu compatriota, que conquistou 7 ouros em 1972 nos jogos de Munich. Michael Phelps terá que vencer as 8 provas que disputará para se tornar o maior campeão olímpico em uma única edição dos Jogos.


Muitos se perguntam: como que o americano consegue obter resultados tão expressivos? Por que ele bate recordes mundiais facilmente? E outras perguntas mais. As respostas são surpreendentes como vocês podem ler abaixo.

Micheal Phelps conquistou tudo que disputou até hoje por causa de três fatores principalmente, são eles: a sua envergadura desproporcional, a condição aeróbica invejável e a capacidade de concentração monstruosa que o atleta se encontra momentos antes de competir. Essas três qualidades juntas tornam ele o atleta com o maior número de ouros olímpicos, 12 até o momento.



O nadador americano tem 1 metro e 94 centímetros, uma pessoa normal teria uma envergadura aproximadamente igual à sua altura, porém Micheal Phelps possui braços longos e sua envergadura é de 2 metros e oito centímetros o que já é um fator decisivo para que ele tenha um bom desempenho nas piscinas. A flexibilidade dele também é muito maior do que a dos outros nadadores, ele consegue ondular e se esticar mais do que seus rivais, conseguindo assim, tempos melhores.

A parte aeróbica do atleta é assustadora. O nadador absorve cada molécula de oxigênio que entra em seu pulmão e é esse aproveitamento do gás que controla o sistema de ácido lático do corpo das pessoas. O ácido lático é produzido quando uma pessoa está fazendo alguma atividade física para suprir a falta de oxigênio no sangue e fazer com que o indivíduo consiga manter o mesmo nível de competição por mais tempo. Este ácido é o responsável pelas dores musculares que muitos sentem após uma atividade física (quem nunca sentiu aquelas dorzinhas chatas na segunda-feira de manhã depois do futebol de domingo). Resumindo, quanto mais aproveitamento você tirar de sua respiração, menos ácido lático é produzido. Quanto menos ácido lático, menos dor muscular. Em resumo, menos cansaço.
Agora os dados da capacidade aeróbica do nadador, se compararmos ele a uma pessoa normal, enquanto nós cansaríamos depois de cinco metros, ele começaria a sentir um cansaço depois de 72 metros. Comparando o nível de ácido láctico dele com um nadador comum (todos os outros), ele termina uma prova de 400 medley com um nível de ácido lático no corpo quatro vezes menor do que os outros nadadores, esta é a chave para ele conseguir competir tantas vezes nas Olimpiadas, 19 em nove dias de competição.

O terceiro fator é sua concentração. O nadador tem um ritual antes de competir qualquer prova aquática, ao andar para sua raia momentos antes de entrar na piscina, ele ouvi um Rap americano para relaxar e elevar a sua concentração. A sua autoconfiança também é muito grande e o resultado de todos esses fatores são as diversas medalhas de ouro que o atleta já ganhou.
Poderia ir mais longe e contar o começo da sua história no esporte, suas atividades sociais nos Estados Unidos com crianças carentes, mas acho que isso não é necessário para enfatizar a boa pessoa de Phelps. Fico feliz de poder acompanhar a trajetória desse campeão americano, para mim, o melhor atleta de todos os tempos. O mundo nunca verá uma pessoa tão preparada para o esporte quanto ele. Micheal Phelps é um fenômeno do esporte mundial!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

MADRUGADA OLÍMPICA, CRITICISMO E CRESCIMENTO

Coluna do Guilherme

Antes de mais nada, desculpando-me pelo atraso da coluna, mas acabei resolvendo esperar o Brasil encerrar a participação nos eventos de ontem e acabei cansado demais para fazer a coluna logo em seguida. Porém, aqui está...

E de quem falar primeiro?


Claro que dele! César Cielo, o mais novo medalhista Olímpico do nosso país. Mas não é apenas isso, ele vence a primeira medalha na natação desde 2000.
(lembrando que nessa madrugada ele se tornou recordista na prova dos 50m livre, mesmo que por pouco tempo, já que na bateria seguinte o nadador francês superou a marca do brasileiro, por um centésimo)
Apesar disso, tem um porém (pois sempre tem um porém), o dia nem teve tempo de passar direito do zênite e já tem gente exercitando aquele criticismo básico com relação às conquistas do Brasil nesses jogos de Pequim.
Esse comportamento, das pessoas comuns, e, principalmente, de alguns apresentadores e comentaristas dos jogos, acaba por diminuir todos os esforços da delegação brasileira que, na maioria absoluta dos esportes, não tem incentivo nem verba o suficiente para fazer o trabalho de forma mais eficiente. Ainda assim eles fazem o melhor possível.
Claro que eu concordo que o Brasil decepcionou em um ou outro esportes mas essa afirmação já se justifica simplesmente por terminar em "esporte". A derrota faz parte dos jogos, temos de lembrar sempre que todos estão sujeitos a vencer ou perder, principalmente pelo nível absurdo de competitividade que está presente nas Olimpíadas.
Além disso, todos sabemos que o nosso país não é nenhuma super-potência nos esportes (a exceção do futebol e do volêi, mesmo com a recente derrota para a Rússia, mas que não vem ao caso). O importante é a evolução, e sei que estou apenas reiterando o tema que o Guilherme Giorgi já levantou em um comentário recente.
Finalizando, quero deixar minha posição de que, para podermos comemorar mais vitórias nas próximas Olimpíadas, precisamos de incentivo ao esporte, não é o suficiente que sempre tenha de haver um atleta extremamente bem-sucedido em um certo esporte para que tal modalidade se alavanque. Falando sempre do mesmo, falta incentivo do governo ao esporte (mais, muito mais), falta a mídia saber ressaltar a importância do CRESCIMENTO do esporte no Brasil e também falta a mudança de mentalidade das pessoas (apesar de ser muito mais difícil do que os outros itens, mas em conjunto com o resto se torna fácil de conseguir).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O FUTEBOL MASCULINO BRASILEIRO VALE OURO?

PAPO DE BLOGUEIRO

Se tomarmos como parâmetro os números, sim, o futebol apresentado vale ouro, já que o Brasil tem a defesa menos vazada com nenhum gol tomado e o ataque mais eficiente, com nove gols feitos. Entretanto, o que se viu até agora foi um time bastante inconstante, com um lado direito pouco utilizado, excesso de preciosismo na finalização e em alguns dribles pelo lado esquerdo do campo, principalmente com o excelente lateral esquerdo Marcelo - melhor jogador da seleção até agora, mesmo com esse detalhe negativo.

No primeiro tempo contra a China, o Brasil marcou a saída de bola, tocou a bola de um lado do campo para o outro - o que é comum nessa equipe quando o jogo não pede grandes esforços. Aos 18 minutos, em grande passe de Ronaldinho Gaúcho, Diego recebeu a bola na grande área, driblou o goleiro e abriu o placar. Depois de 15 minutos sem chances claras, o autor do gol retribuiu o passe e deixou o novo reforço do Milan frente a frente com o camisa 18 e pecou ao tentar, sem sucesso, um toque de efeito por cima do chinês que defendeu sem dificuldade. Faltando 8 minutos para o fim da primeira etapa, o ex-são-paulino Breno provocou um calafrio na torcida brasileira: ao tocar uma bola no pé de Ning Jiang, que driblou Ilsinho - substituo de Rafinha - pela direita e cruzou rasteiro. A bola bateu na zaga verde e amarela e obrigou o goleiro do Internacional - em breve do Valencia - Renan colocar a bola pra escanteio.

Na começo da etapa final, o ritmo da seleção diminuiu e só aos 23 minutos saiu o segundo gol.Em ótima cobrança de falta por cima da barreira, Thiago Neves, que substituiu Anderson por estar pendurado com o segundo cartão amarelo, fez seu primeiro gol nas Olimpíadas. Logo após 4 minutos, em uma envolvente troca de passes do meio de campo brasileiro, o camisa 10 do Fluminense recebeu a bola na ponta esquerda do campo e chutou rasteiro para decretar a vitória amarelinha e garantir a primeira colocação do grupo.



Além da vitória, foi possível assistir a um ótimo jogo de Thiago Neves, que merece a vaga de titular no lugar do pouco produtivo Anderson. Outras modificações na equipe de Dunga era o apagado Ramires no lugar de Hernanes, que também estava com o segundo cartão e Ilsinho no lugar de Rafinha, o que causou estranheza, já que este não corria risco de ficar de fora das quartas-de-final por número de cartões. Houve até especulação de que uma determinação do Shalke geraria a volta do lateral para a Alemanha.

No sábado, o Brasil enfrenta Camarões às 10h por uma vaga na semi-final.

Ficam detalhes para os superticiosos:

Em 2000, Camarões eliminou a equipe de Wanderlei Luxemburgo no gol de ouro das quartas-de-final. Foi no dia 23 de setembro, um sábado.


Nos últimos três confrontos com seleções africanas em Olimpíadas o Brasil não foi bem. Perdeu para a Nigéria de Kanu também no gol de ouro na semi-final de Atlanta 1996, perdeu para a África do Sul na última partida da fase de grupos em 2000 e no mesmo ano jogou contra Camarões pelas quartas. O resultado você já sabe.

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O novo camisa 1


Valdir Joaquim de Moraes, Bruno e Marcos

Quando falamos do Palmeiras, a escola de goleiros é bem conhecida pela enorme qualidade na formação de profissionais. Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes Leão, Sérgio, Velloso, Marcos e Diego Cavalieri são alguns nomes que representaram muito bem a meta alvi-verde, apesar de nem todos terem surgido na base palestrina.

Bruno, o novo camisa 1, estréia hoje como profissional do Palmeiras contra o Vasco, pela Copa Sul-Americana. Chegou ao clube em 1997 com apenas 13 anos. Passou por todas as categorias de base até atingir o auge em 2001, quando foi convocado para seleção brasileira juvenil.

Nascido na Mooca, bairro paulistano típico de imigrantes italianos, é palmeirense desde criança e diz que a sua maior emoção foi a final da Libertadores de 1999, quando chorou ao ver o time do coração campeão na disputa de penaltis.

Carlos Pracidelli, ex-preparador de goleiros do Palmeiras, manda um recado de apoio direto da Inglaterra, onde trabalha com Felipão no Chelsea.

- Acho que se trata de um dia especial para todos nós que convivemos e aprendemos a gostar do Palmeiras. O Bruno vem da nossa escola de goleiros e tenho certeza que esse será o primeiro de muitos jogos que ele vai fazer com a camisa do clube. Vejo ele como o Marcos em início de carreira. (globoesporte.com).


Entretanto, Bruno se deparará com jogadores desconhecidos no time adversário. O goleiro Tiago, o volante Jonílson, os meias Morais e Leandro Bomfim, e os atacantes Leandro Amaral, Jean e Edmundo nem foram relacionados para a partida. Assim, o técnico Tita aposta nos jogadores formados na Colina para conseguir uma vitória na estréia como comandante cruzmaltino em São Januário.


O Palmeiras adotará esquema semelhante. Em todos os setores deve haver alterações, já que Marcos, Pierre, Jeci estão na academia se recuperando de lesões. Leandro, Elder Granja, Diego Souza e Alex Mineiro provavelmente serão poupados. Apenas Valdívia está garantido na equipe, já que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não joga domingo contra o Coritiba pelo returno do Brasileiro e depois segue para Turquia a fim de jogar amistoso pela seleção chilena contra a Turquia.

O provável Palmeiras que estreará na Sul-americana é: Bruno; Fabinho Capixaba, Gustavo, Gladstone e Jefferson; Sandro Silva (Jumar), Léo Lima, Evandro e Valdívia; Kléber e Denílson.(gazetaesportiva.net)

O Vasco: Roberto; Anderson, Vílson e Victor; Marquinhos, Matheus, Gallo, Madson e Edu; Alex Teixeira e Alan Kardec (gazetaesportiva.net)

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Do outro lado do muro...

Na segunda-feira, dia 11 de agosto, o atacante Dagoberto, do São Paulo, foi absolvido em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e está a disposição de Muricy para enfrentar o Grêmio, em Porto Alegre, pela primeira rodada do segundo turno do Brasileirão.

O jogador foi indiciado no artigo 255 - praticar ato de hostilidade ao adversário ou companheiro - por pisar no atacante Rogério, da Portuguesa, no jogo do dia 27 julho, quando o São Paulo venceu, de virada, por 3 a 1.
No entanto, na seqüência de imagens a baixo, é possível observar a agressão praticada pelo atleta ao jogador da Lusa e , assim , seu enquadramento seria em outro artigo, o de agressão, podendo ficar fora de 120 a 540 dias.
É notória a falta de critério utilizado para julgamento de atletas. Se fosse o Kleber, do Palmeiras, famoso por entradas duras, seria absolvido? 99,9% de certeza que seria condenado e o adversário apareceria em capas de jornais mostrando o ematoma, como já aconteceu e, por coincidência ou não, foi um jogador do São Paulo.
Não é só no meio político que há falcatruas, muito longe disso.









terça-feira, 12 de agosto de 2008

OLHARES VOLTADOS PARA O BRASILEIRO




COLUNA DO RENATO


O São Paulo entra em campo nessa terça-feira, pela Copa Sul-Americana, com o time reserva para enfrentar o Atlético-PR, em Curitiba, e tenta quebrar o tabu de nunca ter vencido o adversário na Arena da Baixada. O tricolor jogará com muitos garotos recém promovidos para o time titular, como Wellington, Bruno, Alex Cazumba, Eric e Mazola. Segundo Muricy,a idéia não é poupar os titulares para o jogo de domingo contra o líder Grêmio e sim dar chance aos "meninos do Morumbi". De fato o momento é oportuno, já que a competição não é vista como prioridade para quase nenhum clube, e assim não há uma grande pressão depositada sobre os garotos que estão começando. A torcida tricolor, bastante exigente, poderia se irritar com passes errados, falhas ou gols perdidos, caso o jogo fosse disputado por uma rodada do Brasileiro e no mando são-paulino

O discurso de Muricy é bastante político: o treinador não quer desmerecer a competição, tampouco o adversário. No entanto, está claro que o São Paulo está de olho na partida contra o tricolor gaúcho, duelo que pode definir o futuro da equipe paulista na competição: ou entrará de vez na briga pelo título, diminuindo a diferença de pontos para 5 ou se distanciará muito, ficando a 11 pontos do líder, ainda mais embalado após a vitória de 3 a 0 diante do ATlético MG, em Belo Horizonte.
Não há como negar a preocupação com o jogo da 1ª rodada do 2º turno, nem Rogério Ceni, o "fominha", atuará nessa terça-feira. Dará chance a Bosco, que fará apenas a sua segunda partida no ano. Outra novidade é a etréia do zaguiro Anderson, que busca um bom desempenho para assumir a condição de titular.
A expectativa é de um bom jogo, em função da motivação dos reservas da equipe são-paulina, querendo mostrar serviço para o comandante, e da chegada de Mário Sérgio no comando do time paranaense. Assumirá o cargo apenas na quarta-feira, mas certamente acompanhará a partida e servirá de incentivo para os atletas, que tentarão mostrar o seu valor.

domingo, 10 de agosto de 2008

Domingão do Guizão

Na minha primeira coluna, que está sendo escrita durante a madrugada olímpica, vou falar obviamente de Jogos Olímpicos.
Depois de uma abertura belíssima e que me deixou expert no velho e bom jogo stop, a China vem se mostrando muito forte nas competicões olímpicas e está liderando o quadro de medalhas.
E o que mais me irritou neste quadro de medalhas é a presença da Argentina com uma medalha de bronze. Nao ter ganho nenhuma medalha ainda é absolutamente normal para nosso país, mas ficar atrás dos argentinos nao dá!! Estou irritado!
Agora, falando sério. Gostaria de intender o porquê do uso da palavra "'apenas". Já vi, em apenas dois dias de competícões, vários narradores ou textos na internet com a seguinte notícia: Saiu medalha no tiro, fulano ganhou, beltrano com a prata e ciclano com o bronze. E o brasileiro fulano de tal APENAS na vigésima terceira posição. Me pergunto, por que usar a palavra apenas??
Tudo bem, o cara não ganhou medalha, mas precisa humilhar o esforçado atleta brasileiro que conseguiu uma suada classificação olímpica e que sofre para treinar num país em que se um esportista não é jogador de futebol não se ganha nada?? Por que usar a palavra apenas?
É desmerecer um trabalho de quatro anos. Quem sabe para o atleta, essa colocação nao é importante??
Quero constatar duas posições muito boas dos brasileiros na madrugada de ontem. O brasileiro Murilo Fischer pedalou mais de 6hs na prova de ciclismo e ficou na vigésima posiçao. Apenas? Apenas nada, eram 143 ciclistas e o brasileiro chegou muito próximo do pelotão da frente.
Outro resultado que gostei muito ontem foi do atirador Julio Silva, que ficou apenas uma posição da final da pistola de ar 10m, melhor posição da história da pistola brasileira.
Agora pessoal, não vamos nos assustar somente porque o Brasil perdeu a chance real de suas primeiras medalhas, com a desclassificação de João Derly do judô. Já vi muita gente criticando toda participação brasileira por causa de um resultado inesperado. Precisamos lembrar que nosso volei e volei de praia estão invictos, que o ciclismo e o tiro conquistaram resultados importantes, o boxe já igualou o resultado de Atenas, a vela vem em boas colocaçoes mesmo em classes que a medalha não é esperada, diego começou muito bem no solo, a natação já chegou a duas finais e muitos outros bons resultados.
Como já falei aqui, medalha não é tudo. Apesar de ver um atleta de seu país no pódio ser muito bom, conquistar finais é essencial para o desenvolvimento do esporte. Uma brasileira na final dos 100m borboleta é espetacular, um recorde sul-americano no revezamento 4x100m feminino é muito bom. Já falei e repito. Medalha não é tudo.
Como o nome da coluna é uma paródia de um velho programa dominical, vamos a uns pontos que queria ressaltar
Pegadinha O Galvão Bueno achar que intende de todos esportes é uma pegadinha. Ele sabe um pouco de futebol e f'órmula 1, mas volei, volei de praia e natação não dá. É pegadinha.
Video Cassetada As provas de ginástica artística são uma beleza, principalmente a feminina, Mas nós temos cada tombo digno de video cassetada.
Se vira nos 30 Depois de mais de 6h pedalando, seis ciclistas se soltaram do pelotão faltando poucos segundo para o final da prova e a chegada foi emocionante.Em 30s, os atletas tiveram que decidir mais de 6h de luta.

PRA FICAR DE OLHO


Uma dica para hoje, dia dos pais: assistir ao jogo entre Botafogo e Palmeiras que será transmitido para São Paulo pela TV Globo e pela Bandeirantes às 16:00.
Além do ótimo futebol apresentado pelas duas equipes, ambos os times não perdem há 5 jogos, outro personagem chama atenção: o juiz Leandro Pedro Vuaden, nascido no município de Estrela, Rio Grande do Sul.
Como o nosso amigo Murilo escreveu no dia 1º de Agosto, o gaúcho se notabilizou por uma arbitragem à europeia por deixar o jogo correr e ter a menor média de faltas marcadas por jogo (27,8).

A partida de hoje será a oitava do árbitro no Brasileiro. As outras foram:

Sport 2 x 1 Fluminense
Flamengo 5 x 0 Figueirense
São Paulo 1 x 1 Ipatinga
Palmeiras 3 x 1 Fluminense
São Paulo 2 x 1 Botafogo
São Paulo 3 x 1 Portuguesa
Vasco da Gama 0 x 2 Coritiba

Cinco vitórias do mandante, uma vitória do visitante e um empate (fonte: terceiraviaverdao.blogspot.com)
Vai dar mandante pela sexta vez, visitante pela segunda ou empate pela segunda vez?
Eu fico com a última opção!